Sempre que tenho que falar sobre Gustavo Barroso, não posso deixar de sorrir surpreso, estupefato, com a grandeza encarnada naquele homem. Tenho que sorrir de surpresa, porque não há como escrever sobre ele um texto dinâmico, sem mencionar seus notórios feitos, e são tantos e tão vastos que é quase impossível mencioná-los a todos sem ser extenuante ao leitor. Por isso, evitarei me delongar.

Seria absolutamente impossível fazer um texto dinâmico sobre Gustavo Barroso, caso tivéssemos que mencionar cada uma das mais de trinta sociedades culturais a que pertenceu e colaborou; afinal, só da Academia Brasileira de Letras foi presidente por três vezes. Seria exaustivo para o leitor falar das suas 24 condecorações de naturezas variadas, e para mencionarmos apenas algumas poucas, seguem: Grã Oficial de Cristo de Portugal, Grã Cruz do Mérito da Síria, Grã Oficial do Condor dos Andes da Bolívia. Entre suas condecorações militares: Comendador do Mérito Militar do Brasil, Comendador do Mérito Naval do Peru, Comendador da Ordem Nacional do Mérito do Brasil, Comendador da Ordem da Polônia Restaurada, Cavaleiro da Ordem de Malta, e muitas outras.

Entre as mais de dezoito medalhas com que foi agraciado Gustavo Barroso, estavam a notória do “Pacificador”, e da Cruz Vermelha de Portugal. Teve, além disso, 25 atividades culturais de grande importância e relevo nacional e internacional. Serviu a Pátria como Embaixador, Representante Internacional do Brasil e como deputado. Sem dúvida, sua grande cooperação no campo literário brasileiro foi sem igual: a vasta obra de Gustavo Barroso, de 128 livros, abrange história, folclore, ficção, biografias, memórias, política, arqueologia, museologia, economia, crítica e ensaio, além de dicionário e poesia.

Gustavo Barroso é o Historiador por excelência da História Militar do Brasil, e tantos foram seus feitos em benefício da tradição militar brasileira, que lhe rendeu o título de “soldado sem farda”. Do hino da cidade de Fortaleza até os uniformes dos Dragões da Independência, tudo está cheio do toque deste construtor da nacionalidade. Ele é o organizador do Museu Histórico Nacional, e é o mentor de um curso de Museologia até hoje aplicado ao redor do mundo. O que temos feito com as grandes obras que ele nos legou?

Amante como foi da literatura e das ciências, tanto humanas quanto exatas, filho do coração sentimental do Brasil que foi e continuará sendo a Província Do Ceará, onde nasceu em 29 de dezembro de 1888, foi impossível ao indomável espírito de Gustavo Barroso não unir-se, tão logo escutou a palavra de Plínio Salgado, ao pujante Movimento Integralista, abraçando a causa do sigma com ardor heróico, disposto que esteve por toda a vida a reconhecer uma só saudação pelo bem do Brasil: Anauê!

Embora sejam suas obras literárias o grande triunfo de sua vida, inigualáveis em beleza e profundidade, em ardor patriótico, em sentimento de brasilidade, Barroso foi também o homem que sintetizou e viveu segundo a linha “pensar e agir”. Deixe-me lamentar um pouco… Que falta fazem ao Brasil intelectuais da virilidade de Gustavo Barroso; que amando a humanidade, amou o povo a que pertencia, colocando-nos, com nossa própria identidade, dentro da cultura universal. Um verdadeiro intelectual não aceita reduzir seu dever à condição de um falastrão, não se torna um blasé da pátria, não se torna um discutidor das picuinhas da vida nacional, não deixa-se dominar pelo espírito burguês, não se torna “farejador de vinhos”.  Esses farejadores de taças de vinho, blasés de ontem e hoje,  que entre gracejos sobre o povo e ironias sobre a vida nacional, escrevem uns para os outros seus devaneios infantis, são incapazes de compreender Gustavo Barroso!

Sempre penso no lado Humano dos Grandes. Como não pensar nisso? No homem que na aurora se levantava antes do Galo. Homem que tudo tinha para permanecer calado diante das injustiças do seu povo, acomodado na “vida feita” que já tinha consolidado. Parece impensável hoje tal vida austera de Gustavo Barroso, comparada com a vida de marajá dos atuais funcionários públicos da verdadeira classe burguesa atual.

Mas sigamos nosso exercício de imaginação. Levanta-se Gustavo Barroso, tece suas orações, farda-se diante do espelho. Seu olhar encara a si mesmo.  Olhar penetrante, sempre sério, olhos que encarna o dever, a conformação com a morte por um ideal. Gustavo Barroso, mentor de Heróis do Civismo e da Guerra, feitor de Generais. Ele trocou a Uniforme da Academia dos Imortais – podemos imaginar – aquele belo uniforme de adereços dourados e reluzentes. Ali está ele agora. O belo uniforme dos sonhos, adormecido no encosto de uma cadeira vulgar qualquer, no seu lugar o Imortal ergue sobre os ombros a Camisa Verde Integralista, fecha seus botões simplórios e coloca na cabeça o Capacete de Pano que leva no frontão o brasão do Sigma.

Em algumas horas chegará, fazendo soar pelos corredores portentosos do Edifício da Academia, as pisadas decididas de suas botas. Elas ecoaram no assoalho refinado, como o ribombar de tambores de guerra, para escândalo dos fracos e acomodados das letras. Sentará na cadeira presidencial com a farda do Sigma, como proclamando num gesto, que pensamento deve unir e dirigir o ecúmeno Nacional. Que grande dia…

Gustavo Barroso

Ele estava lá. Enquanto os farejadores de vinho tramavam intrigas palacianas, ele estava lá, a enfrentar as hostes vermelhas que varriam o mundo e assolavam o Brasil com seu ódio visceral a tudo quanto proclama a Deus, à  Família e à Pátria. E este homem singular, Gustavo Barroso, ergueu essa tríade numa só Bandeira! Abandonou os adornos da vida cômoda, desceu da Cátedra, tornou-se ao mesmo tempo pequeno e gigante soldado do Brasil, soldado que ouviu a convocação de Plínio Salgado, e desceu para a trincheira e as lutas encarniçadas que ceifaram a vida de tantos bons brasileiros. Organizou também, junto com outros notáveis, graças a seu conhecimento militar, a Força Integralista de Inteligência e Armas, que combateu e venceu a Intentona Comunista de Prestes em 1935. Era seu subordinado o então Capitão Olympio Mourão Filho, que mais tarde, em 1964, mais uma vez, agora como General, venceria o comunismo no Brasil, e hoje, nós integralistas, podemos declarar que seguimos os passos uma vez mais de nossos maiores.

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A chama que fez Gustavo Barroso inflamar, que o fez comprar uma Guerra que ainda não acabou – já que só sua simples memória continua a ferir, como um sabre afiado, os sentimentos afeminados de uma classe política e intelectual que não sabe o que é o Brasil -, essa chama do Sigma é candente, inapagável. Sua alma, que se confunde com a alma do Brasil, deu à Pátria a capacidade de produzir sua defesa, como uma mãe que gesta no ventre seus soldados, e estes nascem já marchando quando a Pátria em perigo se encontra.

Gustavo Barroso: herói na vida, herói na morte. Enfrentou e ainda enfrenta a sua “Ilha de Santa Helena”, no ostracismo em que foi atirado, pelos “intelectuais”, estes que não passam de alpinistas de rodapé, que preferem desviar-se da montanha que é Gustavo Barroso, para derreterem-se pelos “pensadores” internacionais. Mas nós Integralistas temos motivo de alegria, porque somos alpinistas de grandes altitudes, e estamos aqui, nos ombros deste Gigante, contemplando pelo binóculo a pátria, unindo nossas forças, para logo descermos ao vale e tomarmos as cidades brasileiras de volta para o Brasil. Que em todas as nossas faces, neste grande momento, estejam os olhos de convicção com que Gustavo Barroso enfrentou a vida na alegria e na tristeza!

Ditou Gustavo Barroso nosso dever:

“Libertar o Estado das forças que se formam a ele paralelas; impor a autoridade da nação, acima de tudo; ir às extremas consequências de uma campanha sem tréguas, esse o verdadeiro caminho do povo brasileiro e principalmente da sua mocidade.”

Diz a lenda que, certa feita, um oficial britânico, na Ilha de Santa Helena, disse a Napoleão que ele não era mais um Imperador, mas um “homem comum”. E Napoleão teria respondido: “Um homem comum para o qual a Inglaterra mantém um efetivo de três mil homens para impedir a fuga”. A passagem veio na minha cabeça enquanto escrevo, refletindo no imenso esforço feito pelos inimigos do Brasil para não citar Gustavo Barroso e suas obras, seus feitos, sua memória, porque só pela sua memória e palavras escritas, só elas fazem esses simplórios vaidosos sumirem em sua mediocridade traiçoeira. Acusam-no de tudo os inimigos do Brasil, mas o que é uma alfinetada contra uma muralha de ferro e granito? Temem o Gigante Gustavo Barroso porque, quando sua boca é aberta em qualquer dos seus livros, há uma erupção de brasilidade, que queima, que destrói os inimigos da pátria por onde passa. Ele mudou e continuará a definir a geologia do terreno social, político e cultural do Brasil, com a erupção abrasadora das suas ideias candentes.

Nós, Integralistas (e essa é uma firme promessa), vamos levar Gustavo Barroso deste exílio ao poder, quando alçarmos no Palácio da Alvorada, a Bandeira do Sigma. Não haverá um só Brasileiro que não se orientará pelo mesmo ideal que nos orienta, e nesse grande dia,  jamais haverá um inimigo do Brasil, interno ou externo, que não será reconhecido e combatido com a fibra do maior fomentador de Heróis que alguma vez viveu em nossa pátria. Maior que Gustavo Barroso, somente aquele que o despertou: Plínio Salgado!

Hoje faz 62 anos que Gustavo Barroso passou para a Milícia do Além, isto é, passou à lembrança perpétua de seus companheiros que por ele rezam continuamente. Estamos hoje padecendo de grandes males, sem dúvida; mas poderiam ser males muito maiores, se não fosse pela grande ação intelectual, moral e de militância de Gustavo Barroso.

Gustavo Barroso e seus olhos fitos e fixos na alma nacional, contemplou o futuro. Ele viu para muito além do teatro das tesouras que tanto afligiu nossa pátria. Ele rasgou com baioneta a cortina do teatro, e surpreendeu nossos algozes nos bastidores, confabulando.

Tudo quanto nos separa hoje, colocando irmão contra irmão, brasileiro contra brasileiro, em benefício único dos projetos estrangeiros de dominação do Brasil, por fim, toda a mediocridade que assola nossa vida nacional, intelectual e moral, dá-se porque poucos têm a coragem de subir no palco do teatro e acabar com o show. Se é verdade o que dizem, que um homem mede-se também pela estatura dos seus inimigos, qual não será a estatura de Gustavo Barroso? Quando poderemos estar à altura dele, para olhá-lo nos olhos novamente?

Imitar Gustavo Barroso

Aos companheiros de todo o Brasil: deixem-se contagiar pelo exemplo de Gustavo Barroso; esforcem-se pela vitória do Brasil, em cada momento, criando, produzindo, lutando por todos os meios: na tribuna, no livro, na imprensa, nas redes sociais, na rua, no trabalho, na família, lutando ora por palavras ora com a espada em riste. Não desacreditem do Brasil, não se tornem murmuradores, não cultivem a descrença e a deslealdade. Não desistam: levantem, combatam, disputem, lutem! Transformem tudo ao seu redor; vivam para Edificar o Brasil, e que sejam edificados todos que com vocês convivem. Seu campo de batalha, compreendam-no e deixem-se consumir pela força magnética que determina sentido, que muda rumos, que eleva heróis, que consolida posição, que arrasta paixões, que assombra os inimigos do Brasil. Deixem-se sofrer pelo amor da Pátria. Dediquem-se inteiramente e resolutamente à Frente Integralista Brasileira, ao Sigma! Porque este é o caminho do Herói e outro não há para ser traçado.

Rezar pelo Brasil

Imitar Gustavo Barroso

Salvar o Brasil!

Pelo bem do Brasil e ao Grande Gustavo Barroso:

Anauê, Anauê, Anauê!

Moisés Lima
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira

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Gabriel

Uma coisa da qual sempre tive duvida, é sobre Gustavo Barroso ser anti-semita ou não, sou iniciante na doutrina e sempre que pesquisei sobre o assunto não acho uma resposta, se alguém puder me responder agradeço desde já!

Matheus Batista

Caro Gabriel, Temos sobre isso os seguintes artigos em nosso site: (1) https://integralismo.org.br/doutrina/gustavo-barroso-nazista/ (2) https://integralismo.org.br/personalidades/gustavo-barroso-e-suas-polemicas/ Em artigo de 30 de dezembro de 1934 ao jornal “A União”, Gustavo Barroso escrevia que o Estado Integral só poderia combater os judeus “nesse caso, e só nesse caso”: o de estarem organizando propagandas contra a Pátria, ou promovendo medidas favorecedoras de interesses particulares. Em todos os livros onde tratou do assunto (“Brasil, colônia de banqueiros”, “O que o integralista deve saber”, “Os Protocolos dos Sábios de Sião” e “Judaísmo, maçonaria e comunismo”), afirmou taxativamente não ser religiosamente, nem racialmente, antissemita. Em “Judaísmo, maçonaria… Read more »

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