Nesta, que bem pode ser a última mensagem de Natal e Ano Novo que transmito aos companheiros, visto que findará em breve meu mandato presidencial, e a Frente Integralista Brasileira começa a se preocupar com sua eleição interna, quero aproveitar o ensejo da data natalícia para juntos refletirmos sobre os desafios futuros.

O ano de 2022 representou uma verdadeira rebelião das forças das trevas, que pareciam enfraquecidas pelo despontar belíssimo das consciências, desejosas de fortalecer no seio da vida comum, o lema “Deus, Pátria e Família”.

Já no alvorecer de grande vivacidade nacional, em meados de 2010, quando o país reagiu contra as perversas iniciativas que visavam descriminalizar o aborto, e depois, em 2013, nas belíssimas grandes manifestações, que obtiveram o êxito do impeachment, não faltou à consideração dos homens de pensamento o fato de que os adversários do bem estavam longe da derrota.

A aparente derrota das forças das trevas, na verdade, não foi mais que o “recuo do mar antes do maremoto”; e hoje nos vemos de mãos dadas com a ameaça da tirania universal.

As forças do globalismo, designadas pelo saudoso professor Dr. Enéas Carneiro por “donos do mundo”, obtiveram estrondosa vitória há muito preparada nas antessalas dos poderes internacionais.

Globalismo e Juristocracia

O fenômeno da ditadura do poder judiciário, que não é novo e nem ocorre apenas no Brasil, visa reduzir o poder político das instituições majoritárias e transferi-lo a uma burocracia jurídica não eleita.

Essa “burocracia jurídica não eleita” é sintoma de um novo zeitgeist que se propõe a demolir as tradicionais famílias do direito, a civil law e a common law, porque é preciso subordinar as nações às exigências da economia global, que depende de relações cada dia mais uniformes e estáveis, e não pode conceber o risco de mudanças repentinas nas políticas internas dos países democráticos, que, por imperativos de suas soberanias, podem alterar o ambiente de negócios e a regra do jogo, causando prejuízo aos atores da economia global.

Sob o pretexto de “reduzir as incertezas dos regimes democráticos” não mais se pode considerar como fundamento de soberania que o poder “emana do povo”, como tradicionalmente proclamavam os adeptos da liberal-democracia. É preciso enfraquecer a soberania dos estados nacionais, é necessário desmontar a democracia, ressignificá-la para substituí-la por um regime oligárquico-tenocrático, dirigido por alguns juristas “iluminados” capazes de determinar o destino dos povos, que, como é óbvio, se fará em benefício de organizações internacionais, públicas e privadas, que veicularão cada dia mais as grandes diretrizes básicas a serem seguidas por todos os países, empresas, entidades e indivíduos, que ainda não acorrentaram seu calcanhar aos inimigos de Cristo.

O medo de ser excluídos da “comunidade internacional”, o terror diante da possibilidade punitiva de uma exclusão do mercado globalizado, tem arruinado a estrutura dos estados-nação, cada dia mais impotentes para rejeitar as diretrizes internacionais e obrigados a delegar a formulação e a implementação de suas políticas públicas a agências reguladoras, bancos centrais autônomos, comissões e organismos internacionais certificadores. André Noel, no seu livro O Direito em crise: fim do Estado Moderno, já prevê a pulverização dos poderes e soberanias nacionais, e Benoit Frydman fala em “governança transnacional por indicadores”.

A Nova Ordem nunca esteve tão perto e certos juristas são seus “interventores”, seus batedores, agentes capazes de implementar o controle globalista em cada nação, sem passar pelo crivo do povo e seus anseios, sem que o povo possa opinar, concordar ou não com seus postulados, nem seus interesses eleitos precisem ser consultados; essa é a essência da juristocracia.

Os que amam seu país serão os inimigos

Não posso deixar de sentir angústia, meus companheiros e amigos de todo o Brasil, ao refletir sobre os desafios que se levantaram e se levantarão contra todos aqueles que ainda fazem de Deus fundamento da sociedade, contra todos os que ainda amam o Brasil.

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Recentemente foi vitimado pela censura nas redes sociais o movimento monarquista. São os monarquistas os últimos de uma série de grupos patrióticos que precisam ser expurgados para consolidação da ditadura global que se avizinha.

Não é com surpresa que vemos aumentar a pressão e a perseguição de todos que ainda amam o Brasil, pois é consequência óbvia da oposição à ditadura global que aqueles que promovem valores nacionais se tornem, da noite para o dia, “inimigos”, e não temos que nos iludir: a situação jurídico-institucional brasileira, nas constantes mudanças de entendimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como bem o demonstram inquéritos como o 4781, em que a corte ordenou a prisão de jornalistas, ativistas políticos e até de um deputado federal, por conta de críticas e ofensas a seus integrantes, deixa claro que certos juristas, tal como afirmam na mídia constantemente, assumiram a missão de “editar” o país inteiro, a nação inteira, e todo nosso povo, valendo-se de todas as medidas coercitivas para isso.

Não é segredo que a fragilidade da democracia liberal, iníqua desde sua origem, abriria caminho para essa anulação da liberdade humana, para a completa socialização dos países emergentes. Estamos diante de uma “Revolução Global”, em que toda e qualquer força tradicional tornar-se-á perseguida e “criminosa”. O que faremos, todos nós, que não conseguimos evitar pensar? Que não conseguimos abrir mão dos nossos valores, da nossa fé, em nome da homogeneização mundial? Ora, seremos perseguidos.

Primeiro, Cristo! 

Reconfortante é para todos nós, neste trágico ano para a humanidade, a esperança que o Natal evoca. Certamente não é possível manter-se numa postura pessimista ao contemplar o mistério natalino.

Deus operou o maior de todos os mistérios, intervindo na história com direitos senhoriais, para unir ao redor de si aqueles que estavam separados. É isso que evoca a passagem dos magos do oriente, que vêm prestar homenagens ao Jesus menino.

Todas as desventuras que experimentamos são reflexo direto da idolatria do homem pelo homem, do abandono de nossa natureza imortal, pela escolha de uma morte vital.

A intervenção divina na história é o lembrete da nossa constante necessidade de Deus, e ao mesmo tempo da ação providente, da ação misericordiosa e benevolente para conosco. Não devemos desesperar por um futuro que parece incerto e difícil, devemos enxergar nele a oportunidade de prestarmos valorosos serviços a Deus, à Pátria e à Família.

Aproveito esta data tão lidimamente de união, para convocar você, homem que está desesperançado, cansado, triste ou atemorizado com o futuro, para nos solidarizarmos, para unirmo-nos, sem obstáculos, pelo ideal maior de fazer o Brasil perseverar como nação independente e soberana, frente a tantas ameaças.

É preciso que todos nós façamos opção por olharmo-nos mutuamente através do Cristo que nos reúne na Pátria celeste, a fim de salvarmos a nossa Pátria terrena, sem a chaga da desunião com a qual o adversário perverso espera nos vencer de uma vez por todas.

Se difícil nos parece o futuro, convido vocês, meus companheiros de todo o Brasil, a pensar nas belezas que estas dificuldades revelarão em muitos homens, convido-vos a pensar no quanto de bondade, de heroísmo, nascerá de onde menos se espera. Se o mundo decidir se lançar no abismo de uma nova ordem sem Cristo, não se preocupem: nós teremos vivido nossas vidas, até o seu término, na resistência pela só verdade que diz, Primeiro, Cristo!

Pelo bem do Brasil,

Anauê.

Moisés Lima
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira

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M. Eduardo

Que Deus nos ajude nesses tempos sombrios!

Matheus Batista

Um texto que leva à reflexão. Parabéns ao presidente Moisés. Que Deus nos abençoe. Anaue!

Leandro Schenfelder Schneider

Emocionante! Obrigado Presidente Moisés Lima, graças a vc, seus vídeos, descobri Plínio Salgado! Gratidão e máximo respeito! Obrigado companheiro!

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