Alguns dizem que o Integralismo almeja um Estado ditatorial, impondo pela força os seus ideais. Isto é falso.

  • “Não queremos organizar partidos, nem organizar ditaduras”. Miguel Reale, Integralismo, in O Integralista, nº 1, novembro de 1932.
  • “O Integralismo, longe de ser a negação da Democracia, é o movimento que procura lançar a base do único regime democrático possível”. Miguel Reale, O Estado moderno, 1934.
  • Não pretendemos uma ditadura, porque só os povos bárbaros toleram ditaduras”. Plínio Salgado, Bases do Integralismo Brasileiro, 22 de janeiro de 1935.
  • “Acaso o Integralismo é contra a democracia? Não, porque até pretende corrigir os erros do sistema, substituindo o voto inconsciente do eleitor escravizado pelo voto consciente dos homens organizados na sua classe profissional”. Plínio Salgado, A Pátria não morrerá, A Offensiva, 24 de janeiro de 1935.
  • “Como acabar com os partidos? Pela ditadura? Não! Só os povos selvagens, bárbaros ou sem dignidade toleram ditadu­ras, sejam civis ou militares, sejam positivas ou rotuladas de espírito revolucionário”. Plínio Salgado, A Doutrina do Sigma, 1935.
  • “Um povo civilizado não tolera ditaduras, nem civis nem militares”. Plínio Salgado, A Doutrina do Sigma, 1935.
  • “Neste momento de confusão quero deixar isto bem claro, bem patente: eu e os que me acompanham em todas as províncias brasileiras encaramos as ditaduras como significativas de estados de barbaria mais ou menos disfarçada”. Plínio Salgado, A Doutrina do Sigma, 1935.
  • “Nada trazemos de antidemocrático, pois somos a democracia integral. Trata-se de um processo político, que, substituindo o sufrágio pelo voto dentro das corporações, somente altera o mecanismo da vontade popular, tornando-a mais nítida, mais forte, mais pacífica, mais ordeira, mais verdadeira, mais de acordo com os interesses da segurança nacional. Em artigo que publiquei há tempos, há bem tempos, condenei as ditaduras em termos veementes”. Plínio Salgado, A Doutrina do Sigma, 1935.
  • “A democracia ainda é o melhor regime e é o único compatível com a dignidade humana. Porque o liberalismo não soube praticar a democracia, não a condenemos. […] Aspiração eterna da alma humana, a democracia foi a mais bela conquista da humanidade […]. Compete, agora, ao homem expurgá-la do liberalismo e praticá-la de maneira segura e racional, mas condená-la, nunca”. Olímpio Mourão Filho, Do Liberalismo ao Integralismo, 1935.
  • “O Estado Integral […] não poderá jamais ser taxado de ditatorial, a não ser pelos cegos voluntários ou pobres de espírito”. Lauro Escorel, A tragédia nacional e o Integralismo, O Integralista, nº 5, junho de 1935.
  • “Nasceu o sentimento do Estado Forte, que os ignorantes ou os de má fé confundem com ditadura”. Gustavo Barroso, O Quarto Império, 1935.
  • “O Governo Integralista será Forte e de Autoridade, sem ser uma Ditadura Arbitrária”. José Venceslau Júnior, O Integralismo ao Alcance de Todos, 1935.
  • “Uma vez no Poder, ao invés de um regime ditatorial, daremos ao Brasil um regime democrático”. Paulo Fleming, Combate ao comunismo, A Offensiva, 7 de dezembro de 1935.
  • “O Integralismo não é antidemocrático. Ao contrário, quando condena os partidos é porque visa substituí-los pelas corporações, órgãos que em nossos dias são os únicos capazes de captar e exprimir a vontade popular. O Integralismo, portanto, não é a doutrina ou a apologia da ditadura”. Manifesto-Programa de 1936.
  • “O Estado Integralista não é uma ditadura, como os ignorantes da doutrina procuram fazer crer, mas o exercício da verdadeira democracia que o regime demoliberal não conseguiu e nem conseguirá exercitar”. Victor Pujol, Rumo ao Sigma, 1936.
  • “Ver-se-á que somos contrários a Ditaduras, que combatemos todo e qualquer princípio de anulação da personalidade humana, que não queremos destruir a democracia, porém realizar a verdadeira democracia. A Democracia Integralista”. Plínio Salgado, prefácio a Democracia Integralista, 1936.
  • “O que pregamos nós e o que queremos? […] Alguma autocracia? Não. Queremos uma democracia. […] E se queremos uma república federativa, democrática, com o presidente da Nação escolhido por eleição, e reconhecemos como necessários os 3 poderes da República acima enumerados, como dizer que desejamos modificar o regime [democrático]? Afirmar o contrário seria insensatez ou insinceridade. Mas nós, evidentemente, não queremos alguma coisa do que está aí. E o que é que não queremos nós? Não queremos a forma liberal da democracia”. Jaime Regalo Pereira, Democracia Integralista, 1936.
  • “Não é verdade que o Integralismo queira o estabelecimento duma ditadura. O que ele quer é o estabelecimento dum Estado Forte, o que é muito diferente duma ditadura, é justamente para evitar as ditaduras”. Gustavo Barroso, Espírito do Século XX, 1936.
  • “Não pretendemos uma Ditadura. Só os povos bárbaros permitem as Ditaduras. Um povo que possui uma consciência jurídica e ama a sua liberdade, não tolera ditaduras. O que nós queremos é aperfeiçoar o regime”. Plínio Salgado, Palavra nova dos tempos novos, 1936.
  • “O Estado Orgânico Integral Cristão, que os partidários do Sigma prometem instaurar em nosso país […] não poderá jamais culminar na deificação fetichista da ditadura, posto que colime atingir à estratificação do Estado Forte, em cujos âmbitos, em hipótese alguma, serão comprimidas ou suprimidas as liberdades legítimas e naturais”. Alcebíades Delamare, À guisa de prefácio, prefácio em Arthur Machado Paupério e José Rocha Moreira, Introdução ao Integralismo, 1936.
  • “O Integralismo não visa extinguir a democracia […]. O Estado Integral será democrático, conquanto não liberal. Se combatemos a liberal democracia, jamais combatemos em si à democracia. O que se quer, o que se visa — e o que se vai realizar — é a racionalização da forma democrática vigente, a sua depuração, a sua decantação. Jamais fomos antidemocráticos, como nos apontam os inimigos. Jamais preconizamos a ditadura e o império da Força”. Arthur Machado Paupério e José Rocha Moreira, Introdução ao Integralismo, 1936.
  • “Somos, como todos os americanos, uma raça de homens libertários, odiando a tirania mais que tudo, e com uma noção inata dos direitos irrenunciáveis da pessoa humana. […] Mas nada há de mais diverso que o liberalismo e a democracia. É desta que nunca cessaram de cogitar, na profundeza do seu espírito de raças, os povos do Brasil e da América. […] A democracia, governo do povo, forma de sociedade antiquíssima e cristianíssima, não recebeu do liberalismo mais que uma forma transitória, forma que os anos verão se apagar, sem que a face do regime democrático perca uma só parcela da sua juventude. […] Somos democratas por índole, somos democratas por formação histórica, a democracia não é para nós o melhor governo, mas o único permitido pela dignidade humana”. San Tiago Dantas, Liberalismo e Democracia, A Offensiva, 27 de agosto de 1936.
  • “O Integralismo Brasileiro não é, então, antidemocrático? Não; o Estado Integral quer restaurar a democracia que já não existe no Brasil”. Plínio Salgado, Estado Totalitário e Estado Integral, A Offensiva, 1º de novembro de 1936.
  • “Pretendemos uma democracia integralista e não uma ditadura”. Plínio Salgado, Nacionalismo e Jacobinismo, A Offensiva, 17 de novembro de 1936.
  • “O Integralismo é contrário à Democracia? Não, porque, se fosse, o Integralismo seria partidário de uma Ditadura. Então o Integralismo não quer uma Ditadura? Não, porque a Ditadura é o arbítrio de um contra todos”. Plínio Salgado, Integralismo e Democracia, A Offensiva, 5 de dezembro de 1936.
  • “O que pleiteamos é uma reforma constitucional que, sem afetar a índole do regime e a íntima estrutura das instituições, assegure, de modo definitivo, esse mesmo regime e essas mesmas instituições”. Plínio Salgado, Definindo uma atitude, A Offensiva, 2 de outubro de 1937.
  • “A Democracia sempre foi o nosso ideal. […] O Integralismo, desde o início se apresenta com uma doutrina, fundamentalmente, democrática”. Miguel Reale, Integralismo e Democracia, Revista Panorama n° 14, outubro de 1937.
  • “Os que acusam o Integralismo de querer a Ditadura e o Estado Totalitário fazem-no por ignorância ou má fé”. Gustavo Barroso, Integralismo e Catolicismo, 1937.