Alguns dizem que o Integralismo, originalmente, não era cristão. Para uns, era um movimento espiritualista genérico, que não ia além da vaga palavra “Deus”. Para outros, era um movimento teologicamente perenialista. Qualquer que seja a opção, muitos afirmam que o Integralismo não era cristão. Isto é falso.

  • “O Brasil vai para o Estado Integral […], para a concepção cristã e totalitária [leia-se Estado Totalitário e Estado Integral] da vida”. Plínio Salgado, Para onde vai o Brasil?, 1933.
  • “O Integralismo […] fará respeitar os princípios cristãos em todos os detalhes da legislação nacional”. Diretrizes Integralistas, 1933.
  • “Só a volta à verdadeira tradição cristã, na educação, na política e na economia, poderá salvar a civilização em perigo”. Gustavo Barroso, discurso de 21 de outubro de 1933, O Integralismo de Norte a Sul, 1934.
  • “Este livro [A Quarta Humanidade] […] objetiva […] anunciar uma Nova Humanidade [a integralista] em que se realize o Homem Integral […] iluminado pelo Verbo Divino, como a segunda [humanidade]”. Plínio Salgado, A quarta humanidade, 1934.
  • “É esse humanismo realista que anima o organismo da política [integralista], inspirada em uma concepção cristã do Universo e do Homem”. Miguel Reale, O Estado Moderno, 1934.
  • “[O Integralismo Brasileiro] há de dar ao mundo um tipo novo de civilização, a civilização tropical, cheia de delicadeza e de espiritualidade cristã”. Miguel Reale, O Estado Moderno, 1934.
  • “A nossa civilização promana de três fontes: a arte e a filosofia gregas, o direito romano e a religião cristã. O judeu nega essas três fontes e procura desvirtuá-las. Como não haver um choque?”. Gustavo Barroso, Brasil: colônia de banqueiros, 1934.
  • “Os judeus que não procuram destruir os valores espirituais da civilização cristã […] esses nada têm a temer do Integralismo”. Miguel Reale, O Integralismo e os Judeus, A Offensiva, 13 de dezembro de 1934.
  • “Os prin­cípios cristãos em que se baseia o nosso movimento”. Plínio Salgado, Bases do Integralismo Brasileiro, Correio da Manhã, 22 de janeiro de 1935.
  • “Lembrai-vos do Inocente que foi pregado na Cruz. Ele é o Cordeiro que tira os pecados do mundo. Só Ele nos poderá indicar os seguros caminhos”. Plínio Salgado, Cartas aos camisas-verdes, 1935.
  • “Que queremos nós? Uma Pátria cristã”. Plínio Salgado, Cartas aos camisas-verdes, 1935.
  • “[O Integralismo é uma] nova síntese que há de informar o novo Brasil, banhando sadia e harmoniosamente sua futura Constituição com pura ideologia cristã”. Olbiano de Mello, Razões do Integralismo, 1935. 
  • “Não marxistas e não fascistas — somos um meio termo entre uma e outra corrente traçado rigorosamente em pura ideologia cristã”. Olbiano de Mello, Razões do Integralismo, 1935.
  • “O Estado Integral é o Estado de Direito, o Estado Mediador, o Estado Ético, conforme um princípio espiritualista cristão”. Plínio Salgado, A Doutrina do Sigma, 1935.
  • “Das terras do sul do mesmo continente [América], as ideias mais puras e mais fortes do cristianismo católico, plantadas pelos catequizadores jesuítas, agirão de modo idêntico sobre a Europa do século XX. O Integralismo Brasileiro construirá uma Grande República Imperial, um Grande Império Cristão, e a sua doutrina completa influenciará os destinos da Humanidade”. Gustavo Barroso, O Quarto Império, 1935.
  • “Ser integralista […] é ser homem segundo a feição de Cristo”. Custódio de Viveiros, Camisas Verdes, 1935.
  • “A Economia, o Direito, a Moral bebem na fonte augusta do Cristianismo o melhor de todos os ensinamentos. O Cristianismo foi portanto a superior etapa do monoteísmo […] deu ao mundo a suprema Moral que se baseia em Deus, na Pátria e na Família […]. O Estado Integral acredita num Deus único e verdadeiro, soberano Criador do Universo, providente, previdente, Justo e Perfeito. Sua moral é eminentemente cristã, porque deriva da Perfeição, que é Deus”. Ferdinando Martino Filho, Pela Revolução Integralista, 1935.
  • “Camisa-verde em defesa do Brasil uno e cristão”. A. Pompêo, A Defesa do Brasil: Profissão de fé integralista, 1935.
  • “Sou Integralista porque […] chego à conclusão de que será religiosamente respeitada a vocação apostólica do povo que nasceu debaixo do Cruzeiro e cuja posse da terra se fez por um ato cristão”. A. Pompêo, Porque é que sou integralista, 1935.
  • “O Integralismo é a aplicação prática dos princípios de Cristo na vida social”. Eurípedes Cardoso de Menezes, Anauê!, outubro de 1935.
  • “Fora do cristianismo, só pode imperar a violência. […] Nós, integralistas, que somos coisa absolutamente diferente do nazismo e do fascismo, não nos cansamos de dizer que nosso fundamento é o fundamento cristão”. Plínio Salgado, Nacional-Socialismo e Nacionalismo Cristão, A Offensiva, 14 de fevereiro de 1936.
  • “O Integralismo […] define-se espiritualmente, afirmando a verdade e a profundidade das ideias com que o cristianismo fundamentou toda a civilização ocidental”. Gustavo Barroso, Espírito do Século XX, 1936.
  • “O fascio buscou a sua base num sentido de grandeza humana — Nietzsche; o hitlerismo, na afirmação de sua superioridade racial; o Integralismo, na mais pura espiritualidade — em Cristo”. Ovídio da Cunha, Ensaio de Perspectiva da História, 1936.
  • “O Integralismo […] serve aos valores eternos do espírito cristão”. Miguel Reale, Nós e os fascistas da Europa, Panorama n° 6, abril-maio de 1936.
  • “Dentro do nosso caráter cristão não há lugar para antagonismos e preconceitos raciais. Esse caráter que se revela a cada passo na concepção do Integralismo é o grande motivo de sua superioridade e de sua vitória”. Arthur Machado Paupério e José Rocha Moreira, Introdução ao Integralismo, 1936.
  • “O Estado Integralista é profundamente cristão”. Gustavo Barroso, O Integralismo e o Mundo, 1936.
  • “A Ação Integralista Brasileira visa a reestruturação da sociedade brasileira sobre o alicerce dos princípios imortais do Cristianismo”. Margarida Corbisier, Integralismo e Educação Feminina, A Offensiva, 11 de abril de 1937, trabalho apresentado no I Congresso Feminino da AIB. 
  • “O Estado Integral, essencialmente, é para mim o Estado que vem de Cristo, inspira-se em Cristo, age por Cristo e vai para Cristo. O Estado Integral […] é o Brasil forte, respeitado, poderoso, civilizado, justo, sábio, heróico e belo, com o pensamento erguido para o alto, para o Cristo, princípio e fim de todos os caminhos humanos”. Plínio Salgado, sessão das Cortes do Sigma a 12 de julho de 1937.
  • “A propaganda de ideias anticristãs não encontrará ambiente num Estado que prospera dentro da paz de Cristo”. Plínio Salgado, entrevista a O Diário (Belo Horizonte), 1937, apud Pe. Everardo Guilherme, Solidarismo e os sistemas fascistas, 1937. 
  • “O Estado Integral […] será Forte porque estará livre de injunções políticas e, portanto, apto a realizar seus objetivos e a defender com pulso de ferro a nossa Pátria contra os inimigos de Cristo que são também os seus inimigos”. Plínio Salgado, entrevista a O Diário (Belo Horizonte), 1937, apud Pe. Everardo Guilherme, Solidarismo e os sistemas fascistas, 1937.
  • “É sobre o conceito do homem cristão […] que devemos elevar o edifício do Estado cristão”. Miguel Reale, Atualidades Brasileiras, 1937.
  • “O Integralismo é um movimento político e social cristão, segundo declaram todos os seus doutrinadores. Portanto, o Integralismo se alicerça, fundamenta e radica no Cristianismo, nas doutrinas sociais e políticas do Cristianismo”. Gustavo Barroso, Integralismo e Catolicismo, 1937.
  • “O Integralismo é um Movimento cristão. Isto tem sido dito e repetido à saciedade pelo Chefe Nacional em discursos e artigos. Se assim é, o Integralismo tem suas bases filosóficas e morais na doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Gustavo Barroso, Integralismo e Catolicismo, 1937.
  • “Se somos um povo cristão, se queremos criar um Estado Cristão, como apregoa a Doutrina Integralista, o nosso conceito de cultura tem de ser, fatalmente, um conceito espiritual, um conceito cristão”. Gustavo Barroso, Integralismo e Catolicismo, 1937.
  • “Em que Deus acreditamos e que código de moral seguimos? Ogum, Xangô, Tupã, Guaraci? As regras singelas e primevas de exogamia, de endogamia, de guerra ou de caça dos Bororós, dos Gés ou dos Tupis? Não. Nosso Senhor Jesus Cristo e os Evangelhos”. Gustavo Barroso, Integralismo e Catolicismo, 1937.
  • “Nós somos os representantes duma grande civilização milenária que se radica em três grandes bases históricas: a filosofia e a arte gregas, o direito romano e a religião cristã. Todos quantos neguem qualquer uma dessas bases são nossos inimigos natos, inconfundíveis e inassimiláveis”. Gustavo Barroso, Integralismo e Catolicismo, 1937.
  • “O Integralismo, reconhecendo as tradições religiosas do nosso povo, prega o cristianismo como base da sociedade brasileira”. A. Tenório d’Albuquerque, Integralismo, Nazismo e Fascismo, 1937.
  • “A frente única cristã, formada pela doutrina do Sigma, é o fato mais lindo da nossa história político-religiosa, nos últimos tempos”. Alberto Silvares, O Comunismo e seu Contra-Veneno, 1937.
  • “O pensamento do Sigma é mais do que simplesmente espiritualista-transcendentalista. É definitivamente cristão. É pela restauração da Pátria em Cristo que, antes de tudo mais, se bate o Integralismo”. Tasso da Silveira, Estado Corporativo, 1937.
  • “Movimento do Sigma, inspirado no gênio do Cristianismo e nas nobres tradições morais da raça”. Madeira de Freitas, O movimento do Sigma, 31 de outubro de 1937.
  • “O Estado Integral baseia-se no cristianismo; inspira-se nos dogmas fundamentais da civilização cristã.” “O [Integralismo] resulta da soma de todas as forças espirituais da Nação que organizarão todas as suas forças materiais. […] Essas forças espirituais são os Grandes Princípios Morais norteadores da civilização cristã, verdadeiros elementos de eternidade na existência nacional. […] O corporativismo brasileiro inspira-se no cristianismo e nas realidades brasileiras. […] Resumamos os seus princípios básicos: a) Espiritualismo cristão […]”. Gustavo Barroso, Comunismo, cristianismo e corporativismo, 1938.

Do ritual da “Noite dos Tambores Silenciosos”, o mais importante do Integralismo, estabelecido em 7 de outubro de 1936 (conforme os Protocolos e Rituais de 1937):

  • “Senhor […] ajudai-nos a construir a Grande Nação Cristã”.