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Diário Nacional

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Não queremos outro Saul!

 Nesta hora de Revolução em nossa amada Terra de Santa Cruz, cumpre-nos dizer: “Não queremos outro Saul!”, pois nós, Integralistas, não podemos nos bater por parte, devendo nos bater pelo todo. 

“Vai, pois, agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo que tiver, e nada lhe poupes; porém matarás homem e mulher meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos.” (I Samuel 15: 3)

Tal história, bem conhecida, serve-nos de ilustração, pinta nossa vida como nação, um pouco dela, pois todas as salvações nacionais, ou que se proclamam assim, têm sido um Saul, pois nela se tem cumprido apenas parcialmente a salvação, e a cada salvação menos é salvo, de modo que nunca alcançamos o que o Destino dos povos, isto é, a Deus, determinou para nós.

“E Saul e o povo pouparam a Agague, e o melhor das ovelhas e dos bois e os animais gordos, e os cordeiros, e o melhor que havia e não quiseram destruir totalmente.” (I Samuel 15: 9)

A luta de Saul não era uma luta por bens materiais, não era uma guerra para arrecadar despojos, não era uma guerra por petróleo, um assassinato premeditado em razão de herança, um roubo seguido de morte; era, sim, uma guerra de motivos santos e inexoráveis, mas Saul não procedeu como deveria ter procedido. Nossa batalha é pelo ressurgimento espiritual, moral e soberano de uma nação, é uma guerra patriótica, de motivos poéticos — mas reais — e  inexoráveis, e não queremos abdicar desses motivos, não queremos ser Saul. Assim, não pouparemos Agague, nem boas ovelhas e gado, pois devemos destruir tudo o que faça mal ao nosso organismo nacional e edificar algo novo, integral.

O caótico momento de nosso país é fruto de quase dois séculos de vilezas e imprudências, falsas salvações, mais mortais, muitas vezes, do que a falta de uma salvação e, se não nos atentarmos, esta "salvação atual" poderá entrar para o "rol" das piores “salvações nacionais”.

Ora, Plínio Salgado já nos alertava que o capitalismo é o maior dos comunistas[1]. Hoje, acrescento que o comunismo, para completar o paradoxo, é o maior dos capitalistas. O inimigo, em seu reducionismo pífio, tem dito que somos fascistas, mas ao fascismo “somente nos ligamos no concernente a nova atitude do Estado, em face da luta social”,[2] bem sabendo que “em dado momento é necessário que homens e partidos tenham a coragem de assumir a responsabilidade de fazer uma grande política”.[3] Os mesmos que nos acusam de fascistas criticam torpemente o Fascismo, dizendo que este “é um meio de assegurar os privilégios da burguesia”, mas, para que a verdade prevaleça, é preciso dizer que é o comunismo que tem sempre assegurado os privilégios da classe burguesa e sustentado o espírito burguês no Brasil e no mundo.

Carimba-nos Onésimo Redondo Ortega, nacional-sindicalista que tragicamente morreu na Guerra Civil Espanhola, que “o Comunismo é um instrumento do capitalismo internacional [...] para decompor os Estados e depois dominá-los.”[4] Nada mais verídico, e passamos por isso em nosso Brasil. O Comunismo é ainda visto por muitos como a salvação contra o Capitalismo, mas na verdade é o maior dos Capitalistas, sendo o Comunismo e o Capitalismo complementos indispensáveis um do outro, já que ambos não passam de lados opostos de uma mesma moeda: o materialismo, que vem nos impondo seu império através do culto de Mamon, Dionisos, Eros e tantos paganismos destruidores da verdadeira adoração: a adoração ao Senhor dos Exércitos, a quem devemos servir e por quem devemos marchar. O Comunismo preparou-nos um suicídio nacional, em cuja véspera estamos, na melhor das hipóteses.

Alongando-nos, encaremos primeiro as duas faces de Satanás, a saber, o burguês e o comunista. Como escreve Plínio Salgado, “a burguesia não é uma classe, é um estado de espírito. É o próprio espírito da avareza e da sensualidade.”[5] É o veneno destilado no seio das nações para a sua destruição cosmopolita, e “o Comunismo é apenas um sintoma do materialismo grosseiro de que o burguês é a fonte originária”,[6] do mesmo modo que “o operário é uma obra do burguês”[7], “pois se o operário olha para o burguês e vê que ele, em todas as suas atitudes, proclama que a vida do homem acaba neste mundo, [...] é lógico que o operário fique sendo materialista, e deseje também ser bruto, um gozador”[8]. O Capitalismo fomenta a imoralidade, o materialismo, que vem a ser base do Comunismo e, por fim, os males comunistas fazem ressurgir o Leviatã, que não é o Hobbesiano, sendo, na verdade, o neoliberalismo, que, como nos elucida o recentemente falecido Adriano Benayon, “não passa de um nome falso de neocolonialismo.”[9] Assim, num mundo em que parece existir apenas a luta de metade contra metade e prevalece quem fizer o mais banal "meme" engraçado sobre o grupo adversário, estamos nós, de acordo com o imperativo de Julius Evola,[10] de pé sobre as ruínas: nossa nação derrubada espiritualmente, moralmente e soberanamente, pois “nesta confusão assombrosa, se o interesse se torna o único critério das ações, e a corrupção, feita avalanche, tudo envolve em suas manobras insaciáveis, o que unicamente importa para cada um é vencer. Vença pois, quem puder, — é o conselho da experiência”,[11] como dizia Farias Brito, magnânimo filósofo brasileiro, acerca das sociedades em que o materialismo predomina. Mas deu-nos o autor de Finalidade do Mundo a solução: “são graves, gravíssimas as condições atuais da humanidade: e para a solução de uma situação tão angustiosa e terrível, indispensável se faz a reforma da sociedade.” [12] E nos outorgou esperança, ao profetizar: “ouve-se como que o ruído de uma música distante, a harmonia longínqua de um canto de guerra, como a anunciar a invasão de um exército salvador, em campo de batalha onde já começavam a fazer sentir os efeitos desastrosos da desolação e do terror, a previsão e certeza da vitória do inimigo. Despertam energias ocultas que dormiam ignoradas no fundo da consciência.”[13] Amém.

Mas por que destruídos soberanamente? Vivendo na Terra, no mundo físico, temos, obviamente, contingencias materiais, temos propriedades e, que fique bem claro: “Quando falamos do Capitalismo [...] não falamos da propriedade. A propriedade privada é o contrário do capitalismo; a propriedade é a projeção direta do homem sobre suas coisas: é um atributo elemental humano. O Capitalismo foi substituindo esta propriedade do homem pela propriedade do capital, do instrumento técnico de dominação econômica. O Capitalismo, mediante a concorrência terrível e desigual do grande capital contra a propriedade pequena, foi anulando o artesanato, a pequena indústria, a pequena agricultura: Foi colocando tudo — e vai colocando cada vez mais — em poder dos grandes trustes, dos grandes grupos bancários.”[14] E o comunismo está deixando o poder, e não podemos desejar que ele continue de maneira alguma, mas está deixando o poder após decompor o Estado e fortalecido o neoliberalismo, que tem dirigido as manifestações populares de maior adesão. Assim, o "capimunismo" internacional fez seu dever de casa e, agora, pousa cinicamente, como se fosse uma pomba carregando um ramo de oliveira, em nossa arca, ameaçando ainda mais o pouco que resta de nossa soberania material como nação. Mas não queremos outro Saul, não queremos uma salvação parcial, não queremos mais o menos pior; queremos o melhor para a nossa amada nação, que é a Terra de Pindorama, a Ilha de Vera Cruz, a Terra de Santa Cruz e o Brasil da bem-aventurança, a ilha lendária.

"Elevação da Cruz em Porto Seguro", de Pedro Peres.

Queremos um ressurgir espiritual, moral e soberano do Brasil! Mas quem é capaz de obrar isso? “Viva Mazzini!” poderá responder algum incauto, mas “Deus é o povo”[15] não é a nossa resposta. Definitivamente Deus não é o povo, mas o povo pode ser Davi e derrotar Golias em nome do Senhor, que é, em verdade, nosso verdadeiro Rei e não falo de o povo salvar-se a si mesmo; falo da redenção e libertação vinda de Deus para nosso povo.

E, partindo da dialética acima, talvez uma boa alma venha a intervir com “meu reino não é deste mundo” (João 18:36) e chamo ao terceiro Conde de Ameal para explicar que “a missão do Estado não é a de Cristo, cujo reino não é deste mundo; porque o reino do Estado é exatamente, e somente, "deste mundo". Sendo o reino de César, ou do Estado, deste mundo, isso não significa que César, ou o Estado, se desinteressem do reino de Cristo, porque o reino de Cristo é para os homens, e César tem deveres espirituais como homem, como os tem na qualidade de chefe de homens.”[16] Dito isto, verifica-se a urgência de uma obra evangelista na nossa sociedade em larga escala, mas não criando indiferentes e conformistas com o Estado, que deixam de olhar o mundo em que vivemos, que deixam de zelar pela nação nos presenteada por Deus e o futuro de nossas gerações.

Nosso César "retirou" o poder de Deus, atitude certamente vã, retirou-o em nossa constituição e supostamente o deu ao povo. Que sejamos então Davi e derrotemos o Golias de duas cabeças, marchemos por Cristo, marchemos por um país ideal, por um ressurgir espiritual, moral e soberano do Brasil. Sabendo que “sem ideal, não há nobreza de alma; sem nobreza de alma, não há desinteresse, não há coesão; sem coesão, não há pátria”,[17] deixemos as salvações parciais, brademos “não queremos outro Saul!”, não esmoreçamos nem nos contentemos, salvemos por completo a nação!

Por Cristo e pela Pátria, Anauê!

 

LUCAS GUSTAVO BOAVENTURA MARTINS, 18/05/2

 


[1] (SALGADO, Plínio. Mensagem às Pedras do Deserto, in Obras Completas, São Paulo, Editora das Américas, 1954, Vol. 15, pág. 225)

 [2] (SALGADO, Plínio. A Quarta Humanidade, Livraria José Olympio - Editora, Rio de Janeiro, 1934, pág.88)

 [3] (MUSSOLINI, Benito. Discursos da Revolução, tradução de Francisco Morais, Coimbra, Coimbra Editora, 1933.)

 [4]  (ORTEGA, Onésimo Redondo. Obras Completas de Onésimo Redondo, Tomo 1, versão Digital, pág. 84, trecho traduzido por Lucas Gustavo Boaventura Martins)

 [5] (SALGADO, Plínio. Espírito da Burguesia, 2º Ed, Rio de Janeiro, Livraria Clássica Brasileira, 1951, pág. 7)

 [6] (SALGADO, Plínio. Páginas de Combate, rio de Janeiro, Livraria H. Antunes, 1937, pág.9)

 [7] (SALGADO, Plínio. Páginas de Combate, Rio de Janeiro, Livraria H. Antunes, 1937, pág.12)

 [8] (SALGADO, Plínio. Páginas de Combate, Rio de Janeiro, Livraria H. Antunes, 1937, págs. 11-12)

 [9] (BENAYON, Adriano. Globalização versus desenvolvimento, São Paulo: Escrituras, 2005, Pág 165)

 [10] (EVOLA, Julius. Revolta contra o Mundo Moderno, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1989)

 [11] (BRITO, Raymundo de Farias. Finalidade do Mundo, Ceará, 1889, Vol.2)

 [12] (BRITO, Raymundo de Farias. Finalidade do Mundo, Ceará, 1889, Vol.2)

 [13] (BRITO, Raymundo de Farias. O Mundo Interior, Brasília, Edições Senado Federal, 2006, Vol 52, pág 105) 

[14] (PRIMO DE RIVERA, José António. In Obras Completas de José António Primo de Rivera, versão digital, traduzido por Lucas Gustavo Boaventura Martins, pág. 484; fonte: José António Primo de Rivera. Escritos y Discursos. Obras Completas (1922-1936), Madrid, Ed. Instituto de Estudios Políticos, 1976)

 [15]  (MAZZINI, Giuseppe. Citação de memória)

 [16] (JOÃO AMEAL. Presença de Cristo em dois livros de Plínio Salgado, In VV.AA. Plínio Salgado: “In Memorian”, São Paulo, Voz do Oeste/ Casa de Plínio Salgado, 1986, pág 153)

 [17] (BILAC, Olavo. A Defesa Nacional, Rio de Janeiro, Ed. Liga da Defesa Nacional, 1917, pág's 4-5)

  


07/06/2016, 00:39:06



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