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Diário Nacional

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Palavras de José Antonio Primo de Rivera

Neste dia 24 de abril de 2019, quando o grande líder tradicionalista e nacionalista espanhol José Antonio Primo de Rivera completaria cento e dezesseis anos de idade, divulgamos estas belas citações deste heroico mártir da Espanha, da Hispanidade e da Cristandade, na tradução do nosso nobre companheiro Fellipe Gerhard Alves Dohle.

  

Resenha do discurso pronunciado por José Antônio em Torrelavega (Santander), no hotel Bilbao, em 20 de agosto de 1933:

  

Nossa geração, afirmou José Antônio, abriu os olhos em um mundo que convalesce de dois delírios: o liberalismo e o socialismo. O liberalismo, que é a atitude de um estado sem fé, sem aspiração a um destino próprio, mero espectador das lutas entre os partidos, e o socialismo, que é a atitude de lutas vingativas entre as classes, reação da massa trabalhadora contra as consequências do liberalismo econômico. Um e outro envolvem um sentido de desagregação: partido contra partido, classe contra classe, acabam perdendo a ideia da Pátria como unidade transcendente, superior aos destinos individuais ou de grupos. Contra esse sentido de desagregação se levanta o espírito da nova geração. Nós, como em sua perene mocidade don Antonio Royo Villanova, cremos que a Pátria é uma unidade permanente, um destino histórico comum, em cujo serviço o estado autoritário, vital e corporativo deve assinalar suas tarefas e seus direitos a cada indivíduo e a cada classe. Porém para acender esta fé nova não basta uma maneira de pensar, faz falta um modo de ser: um sentido ascético e militar da vida; um gozo pelo serviço e pelo sacrifício, que, se faz falta, nos leve como aos cavaleiros errantes a renunciar toda comodidade até resgatar a amada cativa que se chama nada menos que Espanha. (“La Nación”, 25 de agosto de 1933).

  

Entrevista publicada nos jornais "La Notícia", de San Sebastián, em 25 de agosto de 1933, e "La Nación", em 26 de agosto de 1933:

  

Entrevistador: - Li que em Torrelavega você qualificou o liberalismo como um delírio...

José Antonio Primo de Rivera: - Disse que nossa geração abriu os olhos em um mundo que convalesce de dois delírios; o liberalismo e o socialismo. Liberalismo, economicamente, é a liberdade para morrer de fome. Os trabalhadores têm a liberdade para serem contratados ou não, pelo que lhes ofereçam, até que os decretos do estômago, ou os imperativos da vida, os obriguem a render-se. A lei da oferta e da demanda não força ninguém a trabalhar se não o quiser. Porém, o que não possui recursos econômicos terá de trabalhar e trabalhar pelo que quiserem lhe pagar, se não quiser morrer de fome. Morrer, isso sim, rodeado de dignidade liberal.

Entrevistador - Mas no mesmo se baseia, precisamente, a crítica marxista da economia burguesa.

José Antonio Primo de Rivera- Certo; porém a crítica, formulada pelo interesse de uma classe e orientada por esse mesmo interesse, conduz a deformações lamentáveis. O trabalhador, vítima da injustiça, se organiza para a defesa e para o ataque; para a conquista do Poder, de acordo com o dogma marxista. Ferido, não reage para fazer justiça, mas sim para exercer vingança; para acabar com uma tirania e implantar outra; para impor o domínio de uma classe e fazer sofrer a burguesia a mesma injustiça de que antes padeceu o proletariado. O socialismo é a atitude da luta vingativa entre as classes, reação de uma massa trabalhadora contra as consequências do liberalismo econômico. Envolve um sentido de desagregação; classe contra classe. Faz perder a ideia da Pátria como unidade transcendente, superior aos destinos individuais ou de grupo. [...].

 

Conferência pronunciada em Madri, no local da União Patriótica, sobre o tema "a forma e o conteúdo da democracia", em 16 de janeiro de 1931:

 

O ambiente que impera é puramente democrático. O sentido etimológico da palavra "democracia" se sobrepôs no espírito de nossa época a um sentido ético: aquele que nos representa um estilo de vida pacífico, harmonioso e tolerante; um tom de educação "que se impõe por si mesmo nos dias adultos e civilizados dos povos". A aspiração a uma vida assim deve ter sido a que primeiro moveu ao pensamento e atividade políticas os homens quando estes ainda padeciam aos tiranos. Contra esses tiranos se alça primeiro, resolutamente, a teologia medieval. Dos conventos saem as primeiras vozes que perguntam aos que governam qual é a origem de seu poder e com que títulos podem impor sua vontade aos governados. Santo Tomás responde à pergunta com sua admirável concepção do Estado, que se antecipa a muitos avanços do conhecimento moderno, como reconheceu o próprio Ihering. A doutrina de Santo Tomás. Santo Tomás centra sua doutrina do Estado na ideia de fim. O fim é o "bem comum", a vida pacífica, feliz e virtuosa. São justas as formas de governo (de um, de vários ou de muitos), enquanto se ordenam a este fim, e injustas quando o menosprezam. O governante que não governa pelo bem comum, mas em proveito próprio, é um tirano, contra o qual é lícito levantar-se, sempre que a rebelião não traga males maiores; quer dizer, que não vá em detrimento do "bem comum", que nunca deve se perder de vista. Santo Tomás prefere a Monarquia, não por razões dogmáticas, mas porque entende que a unidade de comando é favorável ao bem comum. É aí assinalado como aspiração da ciência jurídica um "conteúdo de vida", poderíamos dizer, no sentido ético que se disse ao princípio, democrático. Vida em comum, não sujeita a tirania, pacífica, feliz e virtuosa.

 

Deturpações

 

Porém, quando já ia tão adiantada a ciência na conquista do "conteúdo" de uma vida política justa, surgem duas deturpações, para as quais é um dogma de fé que a vida justa se produz necessariamente pela simples virtude de uma forma determinada; que há seres ou máquinas com poder "soberano", cujas decisões se justificam pela razão de sua origem. Quer dizer, são legítimas, independentemente de seu conteúdo, por emanar do Soberano. A vida pacífica, feliz, virtuosa, não se espera já de um conteúdo político, mas de uma forma política.

 

O direito divino dos Reis

 

Uma destas deturpações é a do direito divino dos Reis, exposta, sobretudo na França, nos séculos XVI e XVII, e formulada por Luís XV no preâmbulo ao édito de 1770. Os Reis se pressupõem investidos de poder diretamente por Deus, sem mediação do povo. Contra o que se tem dito, não é a doutrina católica que a defende. Estão em desacordo os textos de Suárez, Belarmino, Santo Tomás, Leão XIII e o Código social de Malinas (artigo 37), iniciado pelo cardeal Mercier. Esta doutrina não mais se justifica.

 

A Soberania Popular

 

Porém igualmente dogmática é a ideia da “soberania popular”, cuja expressão mais acabada, resumo de outras ideias em voga na sua época (Hobbes, Jurieu), se encontra no Contrato Social, de Rousseau. Para Rousseau a sociedade não pode ter outra origem senão no contrato em que cada um renuncia a sua independência, em troca da liberdade civil que adquire. O conjunto das vontades gera um "eu comum" [...]. Este "eu comum" é o Soberano e sua soberania, inalienável e indivisível. Só o soberano pode legislar sem conferir sua representação a nada. O Governo (cuja forma pode variar segundo os países) é simplesmente comissário do Soberano. O mais importante para nossa exposição das ideias de Rousseau é a afirmação de que o soberano não pode fazer nada contrário ao interesse do conjunto dos associados, nem de nenhum deles, pela qual o particular, ao ingressar na associação, não reserva direito algum. Isto quer dizer que toda resolução da vontade geral soberana é legítima por ser sua. Em tal princípio se inspiram as declarações e constituições revolucionárias (1789, 1791, 1793) e quantas têm seguido suas tendências fundamentais. Do mesmo princípio se deduz a implantação do sufrágio universal, que não é, para Rousseau, uma decisão da maioria sobre a minoria, mas uma apuração das conjecturas formuladas pelos eleitores acerca de qual será a vontade geral: os eleitores da minoria, para Rousseau (com um sofisma que enfurece Duguit), são, na realidade, pessoas que "se equivocaram" ao supor qual seria a vontade geral. É aqui substituída a tendência tomista, que aspira a alcançar o bem comum mediante uma política “de conteúdo” por outra tendência que espera lográ-lo unicamente pela mágica virtude de uma “forma”. [...].

 

Palavras de José Antônio diante da tumba do primeiro caído, José Ruiz de La Hermosa, em Daimiel (Ciudad Real), em 27 de janeiro de 1935:

 

Algum dia, quando a Espanha voltar a ser Espanha, viremos todos novamente ante esta tumba, não para falar nem para chorar, mas sim com silêncio, para escutar o que este camarada nos disse com seu exemplo. José Ruiz de La Hermosa deixou pais, deixou amigos, deixou quiçá profundos afetos. Porém José Ruiz de La Hermosa já não é de seus pais, nem de seus amigos, nem de seus afetos. Sua ausência se transforma em símbolo da Espanha que almejamos, e os símbolos que nascem de tão limpo exemplo perduram sobre o tempo.

 

"A Falange Espanhola das J.O.N.S. não é um movimento fascista." [Nota publicada na Prensa española no dia 19 de dezembro de 1934, redigida por José Antônio]:

 

A Notícia de que José Antônio Primo de Rivera, Chefe da Falange Espanhola das J.O.N.S., se dispunha a participar de certo Congresso Internacional Fascista que se está celebrando em Montreux é totalmente falsa. O Chefe da Falange foi convidado a participar, mas recusou terminantemente o convite, por entender que o genuíno caráter nacional do Movimento que acaudilha repugna computar a aparência de uma administração internacional. Ademais, a Falange Espanhola das J.O.N.S. não é um movimento fascista; tem com ele algumas coincidências em pontos essenciais de valor universal; porém vai perfilando-se a cada dia com caráter peculiar e está segura de encontrar, precisamente por este caminho, suas possibilidades mais fecundas.


 


24/04/2019, 15:45:18



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