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Diário Nacional

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Reposta ao texto O Integralismo à luz da Doutrina Católica

RESPOSTA AO TEXTO "O Integralismo à luz da Doutrina Católica, por um Bispo Católico"

 

Por Marcos Lima

O artigo a seguir terá a finalidade de responder mais um texto covarde e caluniador que circula na Internet, dizendo ser o Integralismo um movimento anti-católico. [1]

Comecemos respondendo as conclusões iniciais:
1°) O Integralismo nunca foi uma doutrina religiosa. O Integralismo é uma Filosofia e uma Doutrina Política. Nas obras integralistas é evidente que a sua base doutrinal está nos ensinamentos do Evangelho, do Tomismo, da Doutrina Social da Igreja e na obra de pensadores brasileiros, como Farias Brito, Jackson de Figueiredo, Oliveira Vianna, Euclides da Cunha e Alberto Torres.
Vale lembrar que muitos sacerdotes apoiaram ou
elogiaram o Integralismo. Entre eles podemos destacar:
Padre Leonel Franca, Dom Sebastião Leme, Dom frei Inocêncio Engelke, Dom Vicente Bartolomeu Maria Priante, Dom Adalberto Accioli Sobral, Dom Frei Eduardo José Herberhold, Dom Henrique Gelain, Dom Luiz Maria Santana, Dom Fernando Taddey, Dom Ranulfo da Silva Farias, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, Dom Otaviano Pereira de Albuquerque, Dom Antônio Augusto de Assis, Dom Francisco de Aquino Corrêa, Dom Joaquim Domingues de Oliveira, Padre Hélder Câmara, Monsenhor Walfredo Gurgel, Frei Orlando Silva, Padre Sebastião Scarzello, Monsenhor Emílio José Salim, Dom Jaime de Barros Câmara, Padre André Pieroni, Padre Leopoldo Aires e Dom Manuel Gonçalves Cerejeira. Além de uma bênção enviada pelo papa Pio XI, e assinada por Eugenio Pacelli, futuro papa Pio XII.[2]

2°) O Integralismo jamais foi evolucionista e há várias críticas ao evolucionismo em diversas obras integralistas, incluindo a própria "Quarta Humanidade", de Plínio Salgado.
Plínio Salgado e diversos líderes integralistas deixavam claro que a Única e Verdadeira Religião é o Catolicismo. É nítido em seus escritos que o Deus dele é o Deus Uno e Trino. Aliás, ele assim o definiu na Carta de princípios do Partido de Representação Popular, que é, inegavelmente, um documento integralista.
Plínio Salgado escreveu no texto "O Sentido Cristão do Integralismo" que o Estado Integral era “o Estado que vem de Cristo, inspira-se em Cristo, age por Cristo e vai para Cristo", e complementava dizendo: "Por Cristo me levantei; por Cristo quero um grande Brasil; por Cristo ensino a doutrina da solidariedade humana e da harmonia social; por Cristo luto; por Cristo vos conclamo; por Cristo vos conduzo; por Cristo batalharei. Na hora da perseguição, das dificuldades, das incertezas para nós, para o Brasil, quero contar conVosco, ó Cristo! Na hora da vitória, quero construir convosco. E quando nos chamarem fracos, ó Cristo, eu Vos peço, daí-nos, do alto da Vossa glória, a Vossa fortaleza.” [3]

Em "Direitos e Deveres do Homem", Plínio diz que o Estado "deve conduzir e orientar a Nação conforme as leis de Jesus Cristo", e continua dizendo que "A Religião, esteja ou não unida ao Estado, cabe não apenas o direito de exercer livremente o seu ministério, mas ainda o de ter assegurado esse ministério por leis do Estado que não contrariem a lei Deus"[4]. No mesmo livro, Plínio deixa claro que considera o Estado Confessional o ideal, embora impossível no Brasil da época em que escrevia, opinião que era compartilhada pela Liga Eleitoral Católica.
São Tomás de Aquino dizia que o Estado não precisaria se subordinar à Igreja, como se ela fosse um Estado superior. A subordinação do Estado à Igreja deveria limitar-se aos vínculos de subordinação existentes entre a ordem natural e a ordem sobrenatural, na medida em
que esta aperfeiçoaria a primeira.[5]

Agora vamos ao texto:
Sobre a relação entre a Ação Católica e a AIB, podemos destacar que a Ação Católica Brasileira foi fundada pelo Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme, este que era um grande entusiasta do Integralismo. E que, realmente a única força capaz de parar o canibalismo russo no Brasil era o Integralismo com os seus quase um milhão de membros na época, já que a Ação Católica não tinha força no Brasil.

Monsenhor Emílio José Salim escreve em sua estupenda obra apologética "Sciencia e Religiao: Ensaio de Apologia ao Catholicismo" que "os esforços do Integralismo em prol da verdade estão de acordo com a doutrina católica - o culto que o Integralismo dedica à verdade, permite um prognóstico favorável acerca da realização da justiça".[6] Dizer então que o Integralismo "é uma mescla de todas as filosofias antigas e modernas, pretende fundir todas as verdades e erros que brotaram até hoje da Inteligência" é ridículo, só é possível dizer isso quem nunca leu uma obra integralista se quer.

Como afirma a "Cartilha Integralista", editada pelo Partido de Representação Popular, o pensamento integralista decorre dos Evangelhos de Cristo e é fundamentado nas lições de Santo Tomás de Aquino e, como escreveu Francisco Elías de Tejada, maior jus-filósofo tomista espanhol do século XX e admirador do Integralismo: "O que Plinio Salgado levanta desde a sua conversão intelectual em 1918 são duas colunas solidíssimas: Cristo e o Brasil. O que Plínio Salgado nega são os termos opostos, as idéias estrangeiras que corrompem o Brasil e repelem o reinado social de Jesus Cristo: o liberalismo e a democracia, os totalitarismos de todo gênero, a filosofia positivista, a herança do século XIX. O resultado será o Integralismo como ação, como volta à Tradição brasileira; por meta intelectual e política, a aproximação cada vez mais profunda, de Santo Tomás de Aquino." [7]

Quanto à liberdade de cultos, segundo observou Lúcio José dos Santos, inspirado em ensinamentos de Leão XIII, é ela aceita pela Igreja e pelo Integralismo "como um mal irremovível, de fato, e não como um princípio que se deva sustentar e defender". Nas palavras de Lúcio José dos Santos, integralista e mais destacado líder do laicato católico mineiro em seu tempo, "a liberdade religiosa, de fato e não de direito, pode e deve
significar, que se reconhece existir uma só Religião verdadeira, tolerando-se as outras para evitar maior mal".[8] Esta é também a posição de Plínio Salgado, como podemos ver na obra "Direitos e deveres do Homem", e era também a posição da própria Liga Eleitoral Católica.

A Quarta Humanidade seria a síntese das três humanidades anteriores: a filosofia da humanidade politeísta, o catolicismo da humanidade monoteísta e a técnica da humanidade atéia. Não existe essa de "abranger o pensamento oriental, com Jesus Cristo, Buda, Maomé; o pensamento grego, com Platão e Aristóteles, o pensamento medieval com S. Agostinho, S. Tomás e os nominalistas, o pensamento moderno com Hegel, Kant, Bérgson e Marx."

Sobre a união de católicos e não católicos no movimento, basta ler a Encíclica Caritate Christi Compulsi, onde Pio XI pregou a formação de uma frente ampla espiritualista, no combate ao materialismo.

“O Estado e a Religião devem agir de comum acordo, como forças paralelas. Nas questões mistas, MEUvPONTO DE VISTA PESSOAL é pela supremacia da autoridade do Estado, de acordo com as aspirações nacionais que lhe cumpre interpretar e dirigir” (O Estado Moderno, p. 199). Aqui está claro que é o ponto de vista pessoal dele, e não a opinião do Movimento. O próprio Reale diz que sofreu perseguição dentro do integralismo por causa disso, inclusive foi repreendido por Gustavo Barroso.

Termino o texto com a conversa entre Pe. Kehrle e a Virgem Maria, durante as aparições em Pesqueira-PE*:

Kehrle: - É conveniente auxiliarmos o Integralismo?
Virgem Maria: - Se quiseres.[9]

Ora, se o Integralismo fosse anti católico, Nossa Senhora não pensaria duas vezes antes de repreender o padre. Pelo contrário, ela ainda abre as portas para que ele auxilie o Integralismo da forma que lhe for conveniente.

*As aparições ainda não foram confirmadas como autênticas pelo Vaticano. Mas os bispos pernambucanos da época confirmaram sua autenticidade.

ATUALIZAÇÃO:

O texto de D. Gastão Liberal Pinto e Plínio Corrêa de Oliveira sobre o Integralismo à luz da Doutrina Católica,
amplamente difundido por círculos ligados à TFP na atualidade, foi de fato submetido ao Vaticano, na pessoa de Eugenio Pacelli (futuro Pio XII), como requerimento para uma condenação formal da Igreja ao Integralismo.
No entanto, a Igreja indeferiu o pedido dos bispos: o Vaticano considerou que o documento pudesse ser injusto e unilateral. Plínio Salgado chegou mesmo a responder a carta, através de uma defesa de 46 páginas, em que se colocou livremente à disposição de castigos pelo que escrevera. O especialista do Vaticano julgou as "razões doutrinárias" como motivos para desconselhamento da publicação da carta.
Abaixo, transcreveremos alguns pontos importantes da
análise:
"A fim de julgar o integralismo com equidade, interpretar
a sua atitude em face da Igreja e dar a uma ou outra expressão menos correta de seus escritos, o significado justo, convém também não esquecer:
a) que no programa de reforma social seguiu muito de perto toda a orientação doutrinária católica. A carta Nacional do Trabalho, publicada recentemente é um resumo das encíclicas Rerum Novarum do Leão XIII e Quadragésimo ano de Pio XI.
b) que o integralismo constituiu atualmente uma das
organizações na defesa de Deus, da Pátria e da Família
contra o comunismo ateu, que na frase de Pio XI, constitui 'a mais grave ameaça' à civilização cristã.
c) Que uma das suas aspirações, rica de consequências práticas, é aprofundar toda a moral brasileira nos sentimentos religiosos, base da honestidade e da disciplina social’ (Plínio Salgado, O que é integralismo, 4ª edição, p. 133).
d) que o integralismo nestes últimos tempos combateu
com grande furor o comunismo, a maçonaria e todas as forças anticristãs de dissoluções sociais. Essas posturas dizem muito e não podem ser esquecidas.
[...]
E porque esquecer a magnífica profissão de fé pública, feita pelo chefe integralista nas sessões solenes das cortes do sigma, quando se proclamou a sua candidatura a sucessão presidencial: este é o Estado Integral, como eu compreendo no retrocesso da minha consciência, nas horas de silêncio, nas quais me dirijo a Deus, suplicando- o, que faça feliz ao meu povo, para isto, é que quero vos fazer neste momento a profissão pública da minha fé."[10]

Notas:

[1] http://www.oprincipedoscruzados.com.br/2014/06/o-integralismo-luz-da-doutrina-catolica.html?m=1

[2] A Offensiva, nº 161, 21 de abril de 1936. PP. 1.

[3] http://www.integralismo.org.br/?cont=907&tx=9

[4] Direitos e Deveres do Homem, O.C., Vol V, pg. 318.

[5] Coleção Os pensadores. Santo Tomás de Aquino. Pág 14.

[6] Sciencia e Religiao: Ensaio de Apologia ao Catholicismo, pg. 449

[7] http://www.integralismo.org.br/?cont=912&ox=10

[8] http://www.integralismo.org.br/?cont=130&ox=2

[9] Eu Sou a Graça - As Aparições de Nossa Senhora das Graças em Pernambuco. Pg. 293

[10] Ortodoxia della Dottrina integralista nel Brasile? (Sacra Congregazione degli affari ecclesistici straordinari anno 1938 - Pos. 529-531 - FASC. 50)

 


06/01/2019, 02:54:44



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