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Diário Nacional

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A vitória da nacionalidade

Por Acacio Vaz de Lima Filho*

A  eleição para a Presidência, decidida favoravelmente a  Jair  Bolsonaro foi, do ponto de vista da História do Brasil e do destino da Civilização Ocidental e Cristã, algo muito maior do que um simples pleito eleitoral. Bolsonaro constituiu  a voz --- uma voz enérgica, patriótica e varonil --- da Nacionalidade. Ele externou aquilo que  Savigny,  chamava de  “o espírito do povo.”

A Nação, com os seus valores, as suas crenças, os seus mitos, os seus heróis e os seus santos, é muito maior do que o Estado, uma criação recente, e que remonta ao Tratado de Westfália. E é ela, por igual, infinitamente mais do que quaisquer ideologias internacionais e internacionalistas, de quaisquer colorações...

Bolsonaro, graças a Deus eleito, foi a voz da Nação Brasileira. Esta disse “não” à imbecil e difusa ditadura do “politicamente correto.” Disse “não” à corrupção na Política e à roubalheira generalizada dos dinheiros públicos. Disse “não” às minorias tirânicas que desejam impor os seus padrões de conduta a todos os brasileiros. Disse por derradeiro, alto e bom som, “não” à escravidão ao Comunismo Internacional e ateu!...

O Brasil disse “sim” à crença em Deus e no destino sobrenatural do homem; disse “sim” à sacralidade da célula familiar, primeiro grupo natural e único detentor do direito de educar a prole; disse “sim” ao retorno do Princípio da Autoridade, com tudo o que daí decorre... disse “sim” à proteção à vida, repudiando o torpe crime do aborto,  chamado, por Ives Gandra, de “homicídio intra-uterino”...

O Comunismo internacional, escravocrata, ateu e genocida, gerador das mais sanguinárias tiranias da História, não é a primeira doutrina alienígena, sem nenhum ponto de contacto com a alma nacional, que aqui aportou. Antes do Comunismo, o Positivismo de  Comte, por igual ateu, materialista e anti-religioso, no Brasil havia lançado os seus tentáculos, obtendo grande popularidade entre os cadetes da Escola Militar, entre os Capitães e os Tenentes. Isto no fim do século XIX, graças à pregação de  Benjamin Constant Botelho de Magalhães. Aliás, a implantação da República decorreu de um golpe militar, organizado pelos jovens oficiais do Exército doutrinados por Benjamin Constant. Este foi o primeiro  mal causado ao Brasil pelo Positivismo materialista: O Império, consentâneo com as nossas tradições, com os nossos valores  e com a nossa realidade, foi substituído por uma República, pelo Presidencialismo de feitio norte-americano, que fracassou e  fracassa em toda a América Latina, e por uma pseudo-federação que aniquilou a nossa tradição municipalista e as nossas liberdades públicas de origem ibérica.

A imposição da República não seria, no entanto, o único malefício causado pelo Positivismo  ao Brasil e à sua gente: Também no final do século XIX um agrupamento social pacífico, ordeiro, monarquista e religioso, chefiado na Bahia por Antonio Conselheiro, foi literalmente exterminado pelas tropas do Exército Brasileiro, imbuídas das doutrinas de Comte. O verdadeiro Brasil, em Canudos, foi esmagado pelo Exército, inoculado pelo vírus positivista.

Todas as inverdades ditas a respeito de Canudos e da sua gente por Euclides da Cunha em “Os Sertões”, foram desmentidas, com base em provas idôneas, por José Carlos de Ataliba Nogueira, na obra “Antonio Conselheiro e Canudos.” Da leitura deste livro, uma conclusão exsurge, límpida: O verdadeiro Brasil era Canudos. E o Exército que massacrou Antonio Conselheiro e a sua gente, era o Positivismo Comteano.

Como o Positivismo de Comte, o Marxismo também é uma religião, como o demonstrou   Heraldo Barbuy, no livro  “Marxismo E Religião.” Trata-se de uma religião ateia e materialista, que promete um onírico paraíso a todos os homens, ainda na vida terrena...

Jair Bolsonaro ouviu a voz da nacionalidade. Eu diria que ele dialogou com o “avantesma” de que fala Plinio Salgado, no glorioso “Poema da Fortaleza de Santa Cruz.” E foi o porta-voz, vitorioso, dos valores atemporais da brasilidade.

O Brasil real não quer saber da “luta de classes”, da “mais valia econômica”, da “dialética marxista” e de outras baboseiras divulgadas por “intelectuais” de um só livro e de um já maçante discurso monotemático. O Brasil é o culto a Nossa Senhora Aparecida, e da reverência a Frei Galvão e ao Padre Cícero Romão Batista. O Brasil gravita em torno da trilogia “Deus, Pátria e Família.”

A vitória de Bolsonaro confirma a História e a Geografia do Brasil. A cruz de Cristo estava bordada no velame das caravelas de Cabral. Ela foi plantada em solo brasileiro por Frei Henrique de Coimbra, na primeira missa aqui rezada. E a cruz de Cristo está gravada indelevelmente em nosso firmamento. É a constelação do Cruzeiro do Sul. Tudo isto constitui uma enérgica advertência de que nenhum imundo trapo vermelho haverá de tripudiar da dignidade do nosso povo. A vitória de Bolsonaro permite a seguinte paráfrase da célebre frase de Euclides da Cunha: “E contudo, Canudos venceu!”

Bolsonaro dará conta da sua missão. Oriundo da Arma de Artilharia, ele haverá de estar sempre lembrado dos seguintes versos da “Canção da Artilharia”: “Se é mister um esforço derradeiro, de fazer do seu corpo uma trincheira, abraçado ao canhão morre o artilheiro, em defesa da Pátria e da bandeira!”

 

*Acacio Vaz de Lima Filho, advogado e professor universitário, dedica este artigo ao seu querido sobrinho Rafael Buzzato de Lima 


09/11/2018, 22:10:18



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