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Pedro Baptista de Carvalho

Integralista, comerciante de Livros usados e escritor inédito. Estoquista em uma farmácia.

 


Urnas Eletrônicas

Desde suas primeiras utilizações na última década do século passado, as Urnas Eletrônicas tem sofrido críticas e acusações de fraude. No que me concerne, a primeira apreciação consistente e bem fundamentada das Urnas Eletrônicas li no hoje extinto Portal da Associação Deus, Pátria e Família, administrado pelo nosso Companheiro e Jornalista combativo Dario Di Martino, em 2005. De lá para cá, as increpações se avolumaram e a polêmica generalizou-se. Sendo que defensores e impugnadores lançam mão de conhecimentos técnicos especializados que a maioria de nós pobres mortais não compreende bulhufas.

Assim, entendi que deveria dar minha opinião de leigo em tal assunto. Aos que se antecipando ao que vou escrever já me julgam incapacitado de exarar um juízo correto por ser um ignorante em “software”, “hardware” e quejandos replico: 1º) O que alguém não sabe, aprende, mesmo superficialmente, afinal, como dizia Santo Agostinho, tudo o que um homem faz, outro é capaz de fazer; 2º) sou Cidadão Brasileiro, com minhas obrigações eleitorais perfeitamente em dia, e, portanto, inteiramente dentro do meu direito de manifestar meu ponto de vista sobre o processo eleitoral vigente; 3º) recuso-me em transferir para outrem – Juízes Eleitorais, Analistas de Sistemas, e quaisquer outros – a capacidade de pensar por mim. Assentado o meu direito, como o de qualquer outro Nacional, de dar pitaco, passemos finalmente às Urnas.
 
As opiniões sobre as Urnas Eletrônicas, grosso modo, assim se dividem:
 
 
▪ Os que as impugnam totalmente por considerá-las um sistema de fraude oficializado, em que os resultados já estão programados, e querem voltar às cédulas;
 
▪ Os que aceitam a inovação tecnológica, porém, alertam que sem um método de verificação autônomo (o equivalente à recontagem de votos das antigas cédulas de papel), as Urnas Eletrônicas se prestam à fraude eleitoral;
 
▪ Os que, a soldo ou não da Justiça Eleitoral, acreditam que em matéria de Urnas Eletrônicas estamos no melhor dos mundos possíveis, que o sistema é inviolável e perfeito, e quem disser o contrário não sabe o que está dizendo.
 
Começando pelo último item afirmo com inteira tranquilidade: Sustentar que um Programa de Computador, qualquer que seja, é inviolável, não condiz com a realidade, e só pode ser produto de má fé ou bisonha ingenuidade. Não é preciso ser nenhum gênio da Informática para se saber que QUALQUER programa pode ser invadido, quando muito com grande dificuldade, o que poderia até ser o caso das nossas Urnas, mas, Programa inalterável é coisa que não existe.
 
Mas, a entrada não autorizada em tais PCs – para quem não sabe, aquelas feias geringonças são microcomputadores -, está longe de ser o fulcro da questão, e gastar rios de dinheiro contratando “hackers” para tentar violar o sistema, como o fez a própria Justiça Eleitoral, no afã de provar que as Urnas são confiáveis é, além de desperdício do erário público, uma demonstração de querer tapar o sol com a peneira, de engambelar a opinião pública. O fato concreto e crucial da questão toda é: Antes da própria confiabilidade das Urnas, o que está sendo posto em dúvida é a Confiabilidade da Justiça Eleitoral, não se trata de nenhuma invasão do processo, mas, de manipulação dos dados por parte dos próprios responsáveis pela lisura e integridade das Eleições.Antes que venham me acusar de por em dúvida o caráter e a honorabilidade de homens e mulheres que gozam de ilibada reputação, deixo claro que não estou imputando ninguém, pelo contrário, o que estou dizendo é que o processo eleitoral brasileiro está por tal forma configurado, tornado uma caixa preta inacessível, que permite tais suspeitas, e o primeiro interessado em afastar tais desconfianças deveria ser o próprio Tribunal Eleitoral. Como disse Cesar a sua esposa, não basta ser sério, é preciso aparentar ser sério. Mas, deixando de lado a Justiça Eleitoral e o Sistema Eleitoral, que tratarei em outra oportunidade, voltemos ao assunto das Urnas propriamente dito.
 
Indiscutivelmente, a impossibilidade de recontagem de voto terá que ser revista, pois, a cada eleição a acusação de fraude através da transferência de votos de um ou mais Candidatos derrotados para Candidatos vencedores vai se avolumando, e como tal roubo só poderia se dar na programação das próprias Urnas Eletrônicas, então, são os próprios responsáveis pela organização e apuração (Funcionários e Juízes do TE) que estariam a frente de tal armação. Logo, para silenciar de vez tais inculpações, a própria Justiça Eleitoral deverá adotar um método que possibilite a recontagem.
 
Tal método evidentemente não pode ser o que uns ingênuos propuseram, que o Eleitor saia da Cabine Eleitoral com o seu Voto impresso, dando o seu nome, número do título e o Candidato que sufragou. Isto seria um convite para a reabilitação do Voto de cabresto nos Grandes Centros Urbanos. Disse “nos Grandes Centros Urbanos” porque todos sabem que no interior do Brasil, o Voto de Cabresto e a Fraude Eleitoral são uma realidade, e a “decisão soberana do Povo” é decidida com antecedência em churrascos ou em reuniões de lojas maçônicas... Sem falar que o conceito de voto secreto com a ingênua proposta iria para o espaço se fosse adotada.
 
Já a outra proposta, em que o Voto Eletrônico seria concomitantemente impresso, checado pelo Eleitore então depositado numa Urna, o que permitiria sua recontagem em caso de necessidade, parece ser bastante razoável. Todavia, os seus propositores esquecem-se que antes das Urnas Eletrônicas TODOS os Votos eram manuais e devidamente depositados em Urnas, o que nunca impediu qualquer fraude... Logo se vê que a impressão do Voto Eletrônico ou o retorno à votação em cédulas de papel se equivalem e não resolvem a questão.
 
Então, o Leitor que estiver me acompanhando até aqui poderá se perguntar: Afinal o que cargas d’água eu proponho? Não proponho nada, por enquanto...
 
O que afirmo simplesmente é que a questão toda está mal colocada. O grave problema não é a possibilidade ou impossibilidade da recontagem de Votos, mas, a CREDIBILIDADE da própria Justiça Eleitoral que organiza e apura as Eleições. O Eleitor Brasileiro não confia mais na Justiça Eleitoral. Antigamente, quando se falava em fraude eleitoral, o Brasileiro entendia que era um problema localizado, nesta ou naquela Zona Eleitoral. Agora, é a instituição como um todo que não goza da confiança do Eleitor Brasileiro.
 
Fingir que isto não é um fato, e iniciar uma campanha biométrica de alistamento eleitoral é subestimar a inteligência dos Cidadãos Brasileiros. Não só as fraudes prosseguirão como alguém deve estar ganhando muito dinheiro para implantar a identificação digital...
 
Consequentemente, se os honoráveis membros da Justiça Eleitoral quiserem impedir o progressivo esvaziamento eleitoral, e recuperar a confiança do Povo Brasileiro na Democracia terão que fazer uma autocrítica severa e tomar medidas sérias e não paliativos ridículos como o recadastramento digital.
 
Anauê!
 

Sérgio de Vasconcellos


07/10/2013, 10:02:55



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