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Nascido na cidade de São Paulo, milita no movimento Integralista desde 1987, desenvolvendo diversas atividades relacionadas com a política nacional.


O Homem Integral – Quem é o verdadeiro homem?

O integralismo compreende a realidade substancial do homem, que não é apenas corpo ou apenas alma, mas uma unidade com as duas realidades.
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Na morte, que é separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, ao passo que sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida a seu corpo glorificado. Deus, em sua onipotência, restituirá definitivamente a vida incorruptível a nossos corpos, unindo-os às nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus. [1]  

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Que é o homem? Segundo  Santo Agostinho e muitos outros pensadores cristãos; é a unidade onde permanecem essas duas realidades, a alma e o corpo.  O integralismo compreende essa realidade, afinal, o corpo do homem não é o homem e tão somente sua alma sozinha poderia ser. Se o homem ressuscitará em seu corpo glorioso, isso é, o corpo sem corrupção, quando sua alma retornar ao corpo na ressureição, é correto dizer que o Homem é a unidade tanto da alma como do corpo.

“Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou” (Gn 1,27). O homem ocupa um lugar único na criação: ele é “a imagem de Deus”; em sua própria natureza une o mundo espiritual e o mundo material; é criado “homem e mulher”; Deus o estabelece em sua amizade. [2]

Embora o homem seja imagem de Deus (por seu logos) o pecado o fez perder a Graça, coisa que o faz não possuir a semelhança com Deus, todos possuem a imagem, mas não a semelhança, visto que essa ultima depende da gratuidade da Graça, essa ultima operante nos santos ou beatos, ou em qualquer outro em que a Graça operante receba retribuição por meio da graça cooperante.

A natureza decaída do homem tem direitos, mas para cada um desses direitos existe um dever. O integralismo proclama com convicção o dever do homem, visto que, vieram antes dos direitos e esses sem aqueles não fazem mais do que instaurar a desordem.  Onde todos querem direitos sem correlaciona-los com o dever diametralmente paralelo, nada há que justifique a exigência, uma vez que ela não é justificável não pode ser concedida e se aquele que a exige recebe-a,  graças a pressões desonestas como greves [3]  ou qualquer outro recurso de força – se estabelece uma desarmonia, afinal, se alguém vê-se obrigado a conceder um “direito falso” – isso é, que não tem um dever paralelo - quer dizer quem alguém ou algo é ferido no seu direito verdadeiro em vista da concessão desse falso direito*.

Quando analisamos o homem pela ótica integralista é preciso adjetivar esse nome com o predicado de “integral”, isso é: Homem integral, e isso devemos fazer devido ao fato de existirem diversas concepções do homem, muitas vezes analisado apenas por aspectos de sua totalidade, e multilado com vistas a trabalhar apenas um desses aspectos  como sendo “o todo” , ou seja, com um aspecto em mãos atiram o resto no lixo. Quando uma ideologia observa apenas um aspecto do homem, seja ele o econômico, sexual, racial , espiritual ou qualquer outro isoladamente, é como se um halterofilista treinasse apenas um único braço, ou seja, iria deformar-se.

Por isso o integralismo observa a composição do homem em sua tríplice dimensão; espiritual, material e intelectual e se orienta para ela com justeza, isso é, não desejando “criar um novo homem” como se Deus houvesse errado ao fazer-nos, mas apenas reinstaurando a sua dignidade que é arrastada para cada vez mais longe da verdade por tantas filosofias atrofiadas que não cessam a criar demagogias que desvirtuam o conhecimento moral comum dos homens, fazendo uso de tantos sofismos quanto seja possível imaginar.

O homem foi criado para uma finalidade, e na sua natureza esta presento o livre-arbítrio que indica a presença intrínseca de que é um ente feito e destinado a algo de grande, cujo destino não nos cumpre outorgar ou presumir, mas respeitar e procurar criar os meios capazes de guiar com liberdade e responsabilidade os homens a seu exercício individual de buscar a Deus, não por outro motivo o integralismo proclama não só os direitos, mas os “Direitos e Deveres do homem”.

Para a proteção do homem e de sua dignidade inerente, ele se organiza em grupos naturais que lhe são lícitos por uma ordem natural, e não se pode interferir nessa estrutura a menos que para protegê-la justamente de qualquer intromissão indevida. Essa ordem natural estabelece uma hierarquia de deveres [4]:

1-    O dever para com Deus;
2-    O dever para consigo mesmo;
3-    O dever para com sua família;
4-    O dever para com a nação;
5-    O dever para com a comunidade internacional.

Toda essa ordem de deveres está comprometida se faltar ao homem a orientação e a estrutura extrínseca através das quais busca meios de cumprir seus deveres. Por isso, ao Estado no seu tamanho natural e justo, cabe assegurar e possibilitar o desenvolvimento do homem e de sua condição de dignidade. Ofertar ao homem um ambiente saudável que favoreça a sua Revolução Interior, para que esse homem, percebendo a nobreza dos valores do espírito sob aqueles viciosos da carne, consiga vencer os graves defeitos morais e através dessa vitória se encaminhe a si mesmo e aos demais, ao progresso efetivo.

Quando o Chefe Plínio Salgado ensina

“Deus criou o mundo e, criando o homem quase podemos dizer que lhe ordenou: ‘Cria-te, agora, a ti mesmo’. Se liberdade é poder de opção, ela tem qualquer coisa de poder de criação. Não arrancamos coisa alguma do nada, por que isso é poder que só pertence a Deus; mas podemos utilizar do material que Deus nos ofereceu e exercitar nele o nosso livre-arbítrio, que é, de certo modo, um poder de criar”.

Ele não outra coisa ensina se não aquilo que decorre do ocorrido em Gn, 1,28, isso é:

“Deus os abençoou: ‘Frutificai, disse Ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra’”.

Continua em Gn, 1,29-30 “Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as arvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento. 30 E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus, a todo o que se arrasta sobre a terra, e em que haja sopro de vida, eu dou toda a erva verde alimento”

Eis que o homem tendo que submeter a terra por dever, ganha também um coparticipação na criação, para isso tem um livre-arbítrio, uma criação que lhe é própria, a reponsabilidade com suas ações e disso procede tanto o mérito quanto o demérito  a culpa ou a não culpa.

 

Pelo bem do Brasil
Anauê!


Notas

1-    C.I.C. número 997, sobre o homem.
2-    C.I.C. número 355, sobre o homem.
3-    A greve é plenamente lícita e faz parte da liberdade, entretanto, existe uma exploração e uma instrumentalização da greve por parte de determinadas correntes políticas que a tem, muitas vezes convertido, em instrumento de terror a economia e de injustiça para com a Pátria e consequentemente para consigo mesmo e suas próprias famílias.  
4-    Ordem de deveres do homem bem estabelecida na obra: “Compendio de Instrução Moral e Cívica” Autor: Plínio Salgado

* Direito aqui como aquelas concessões justas a ações operadas com vistas ao cumprimento de um dever.  Não entramos no mérito do dever relativo a Lei Eterna ou a Lei natural.


28/10/2015, 22:40:23



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