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Nascido na cidade de São Paulo, milita no movimento Integralista desde 1987, desenvolvendo diversas atividades relacionadas com a política nacional.


A Milícia do Além

O aspecto mais complexo presente no Integralismo é precisamente a Doutrina (Deus), apresentada em nossa tríade; Deus, Pátria e família. O integralismo enquanto movimento físico representado em seu início pela Ação Integralista Brasileira (AIB) foi um dos primeiros movimentos a proclamar publicamente sua crença em Deus, logo no Manifesto de Outubro de 1932 que lançou ao Brasil a ideia nova e revolucionária, se encontra proclamado: “Deus dirige o destino dos povos”
.
Tal afirmação não encerra uma ideia de predestinação, visto que, conforme ensina os grandes teólogos:

Para Deus, todos os momentos do tempo estão presentes em sua atualidade. Ele estabelece, portanto seu projeto eterno de “predestinação” incluindo nele a resposta livre de cada homem à sua graça: De fato, contra seu servo Jesus, a quem ungiste verdadeiramente coligaram-se, nesta cidade, Herodes e Pôncio Pilatos com as nações pagãs e os povos de Israel, para executar tudo o que, em teu poder e sabedoria, havias predeterminado” (At 4,27-28). Deus permitiu os atos nascidos de sua cegueira. [1]

Ainda nesse difícil caminho é preciso recordar a advertência de Deus a Cain:

 “Se praticares o bem, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te, Mas se procederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas você deverás dominá-lo” (Gn 4.7)

Essa passagem tem uma importância singular, visto que, embora Deus tenha uma espécie de “fatalismo” sobre o mundo conforme conhece não só o mundo em que vivemos, mas todos os mundos possíveis, Ele deixa claro no exemplo precedente de que somos livres para mudar nosso destino, mesmo quando o mal tem uma “inclinação” para nós, podemos domina-lo.  A passagem presente logo no início do Manifesto de outubro de 1932; “Deus dirige o destino dos povos” é de importância imprescindível, visto que, nós integralistas estamos cientes de que no homem residem reservas de energia morais suficientes para mudar qualquer inclinação intrínseca ou extrínseca, transportamos essa caraterística como se deve corretamente transpor as Sagradas Escrituras a uma teologia histórica, através da qual, compreendemos a missão que cada povo tem enquanto membro da comunidade humana.

Hoje muitos movimentos que primeiro compreenderam a importância das criaturas, naturalmente se encaminham para a Causa suprema de onde tudo procede, mas, embora tudo isso tenha um “ar” de progresso da civilização, para honra dos brasileiros, já havia sido proclamado e esmiuçado pelos Integralistas as coisas que hoje voltam a ser aplaudidas como grandes inovações em salões de conferencia em cada vez mais lugares, ainda acrescento que, por mais que se fale sobre o tema, ainda não encontram os contemporaneos a plenitude em que o Integralismo chegou, alias, tais contemporaneos ficariam boquiabertos diante das ideias integralistas.

Embora não exista o Integralismo sem Deus, não é o Integralismo confessional, isso é, compreende seu papel como movimento e não usurpa em nada a religião, o integralismo enquanto movimento nada é se não uma das tantas ferramentas de que faz uso a Divina Providência para conduzir tanto quanto for possível, uma sociedade de homens a convergirem com sua respectiva fé a Deus.

“Todos os fieis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade.”[2] Todos são chamados a santidade:  “Deveis ser perfeitos como o  vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48)

Com o fim de conseguir essa perfeição, façam os fiéis uso das forças recebidas (...), a fim de que, cumprindo em tudo a vontade do Pai, se dediquem inteiramente à glória de Deus e ao serviço do Próximo. Assim, a santidade do povo de Deus se expandirá em abundantes frutos, como se demonstra luminosamente na história da Igreja pela vida de tantos santos [3]

O progresso na vida espiritual tende à união sempre mais intima com Cristo. Esse progresso espiritual não pode ser feito como desejam aqueles que não compreendem o que significa o título agigantado e honroso de cristão, isso é, existem alguns que dizem que é preciso “separar a vida profissional da espiritual” ou ainda “a fé da razão” ou “a fé do Estado”, tais ignorantes não outra coisa fazem além de apologia a um comportamento esquizofrênico, afinal, ninguém pode ser dois, somos cada um, um ente para Deus, que nos pensou não como parte de um todo, mas individualmente como personalidade única de dignidade sem par.

Uma vez que não podemos servir a dois senhores, servimos ao Deus que é Alfa e Omega, isso é, começo e fim, isso significa que ao mesmo tempo em que Ele é aquilo que procuramos, o é justamente por nos ter encontrado antes, afinal, quem procura o que não perdeu? Quem perde precisa ter algo para perder, só assim poderá encontrar. Assim, nossa conduta social-moral não pode ser dissociada da gama de méritos que nos faz chegar a Deus e nesse momento é que brilha o movimento Integralista com seu programa, através do qual os meios com que os homens de Deus podem viver conforme a dignidade de sua condição e conforme os preceitos da justiça (tanto quanto é possível nesse mundo) ganham expressão de Ação social.

Dessa forma é que o Integralista pertence a uma “Milícia do Além”, pois luta nessa vida com vistas naquela outra onde finalmente a corrupção já não corrompe e onde ser moral é necessariamente ser feliz e ser feliz é necessariamente ser moral.  Nesse sentido o integralista é soldado de Deus plenamente, sem adentrar os limites da fé particular de cada um, cada um no integralismo consegue orientar-se para criar as condições sociais favoráveis ao desenvolvimento da sabedoria.

O integralismo é logicamente um movimento que não cabe em nenhum rótulo, ninguém precisa de um movimento organizado que articule e combata por uma sociedade onde Deus é encarado de onde esta, ou seja, no comando de tudo. Ninguém é forçado a combater até esmagar as tendências que visam diminuir Deus (como se fosse possível diminui-lo) a categoria de fetiche pessoal, entretanto, aquele que combate sozinho se vera muitas vezes impotente diante da vista de tantas pessoas que ao não despertarem para o caminho da verdade e da vida, morrem na ignorância, por isso, não só para viver conforme se deve (coisa que podem fazer por si e sós) mas para despender contra as trevas que avassalam a sociedade, o mais ferrenho combate, é que os homens se unem em movimentos, do qual o Integralista é não mais um, mas a suprema expressão daquele movimento em que devem ingressar os Brasileiros que tenham o intuito não só de viver por Cristo, mas combater o sanguinário inimigo de todos os povos, nos fazendo ferramentas nas mãos de Deus.

No Integralismo podem ingressar todos os que compreendem sob o que esta erigida nossa Pátria, isso quer dizer que não só cristãos de todas as denominações, mas mesmo muçulmanos e judeus que tenham consciência e respeito por nosso País, podem ingressar nas fileiras do integralismo sem com  isso agredirem sua consciência, pois, o mérito de seu ingresso esta no respeito que tem para com o espírito da pátria e não em qualquer tipo de descompostura com sua fé particular. Ocorre que muitas vezes munidos de ódio contra os pilares de nossa pátria, buscam querer inverter aquilo que o Brasileiro é naturalmente e isso não é possível. O Integralista luta pelo Brasil e tem por aliado aqueles que nos respeitam enquanto personalidade oriunda e natural da Pátria, e por inimigo quem  nos quer destruir enquanto representantes dessa personalidade.  

Cabe dentro dessa esfera espiritualista do integralismo, um conceito de importância impar, isso é, o de Revolução Interior, que nada é se não o caminho longo e tormentoso, de batalhas sacrificadas e de dureza sem igual, através da qual o homem combate a si mesmo. O integralismo deseja lançar a Grande Ofensiva contra as trevas que assolam nossa Pátria, mas fará partindo de que? Não de qualquer quartel ou de qualquer outra arma que não seja a própria pessoa do integralista, que deve lapidar a si mesmo, para se tornar digno de ser iluminado pela Luz divina e em consequência do que será digno para liderar seu povo.

Essa esfera é de uma batalha perene, o integralista combate a cada segundo de todos os dias, elimina em si, tanto quanto pode, aquilo que não dignifica, mas não se imobiliza em uma busca acética que desacredita do mundo, ao contrário, busca sua libertação de todos os vícios, tanto os da carne quanto os de pensamento e de espirito, para poder enxergar sem filtros a realidade, sem vaidades, sem falsas acepções, sem erros de calculo e assim servir como ponta da espada na luta que ira se realizar, isso é, a “pequena” Revolução Integral,  que visa mudar a estrutura da pátria, o poder e as relações sociais, restaurando a ordem e o progresso, entretanto essa pequena revolução, gigantesca para História, nunca será maior do que a Grande Revolução travada todos os dias, dentro de cada integralista, onde as vitórias e as derrotas são comemoradas ou choradas na labuta de todo dia, nas orações pessoais entre o camisa verde  e Deus!

Essa Grande Revolução interior prepara o integralista para a dignidade de ser instrumento de Deus. Esse duro combate visa não só a esmagar o orgulho, a vaidade, a concupiscência, a ganancia em todos seus aspectos, mas também  o puritanismo farisaico que visa mais a “lição de moral” do que o ser, o que não deixa de ser um tipo de vaidade.  Não queremos arrastar nosso povo, mas conduzir, não despender argumentos sofistas, mas despertar consciências.

Se o povo brasileiro pudesse ver com os olhos do corpo o que pode ver com aqueles da alma, o que há no coração de um integralista, certamente seria atraído por essa Luz, que não é outra, se não uma muito parecida com aquelas pequenas luzes que na escuridão, emanam dos catadióptricos que guiam os motoristas a segurança de seu destino...

Pelo Bem do Brasil
Anauê!




1-C.I.C.600, predestinação.
2- LG 40
3- LG 40


19/10/2015, 00:25:38



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