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Gumercindo Rocha Dórea

Este espaço é dedicado a comentários sobre temas diversos, os quais alguns podem desde já ser apresentados: política nacional, análises sobre nossa organização, textos a respeito da geopolítica global e breves comentários sobre Ciência Política e Teoria do Estado.


“A Faxina da Presidenta”

Para aqueles que consomem as notícias dos principais meios de comunicação do país, a impressão é de que a corrupção no Brasil acaba amanhã ao meio dia. Para onde quer que se recorra, lá estão os comentaristas políticos, jornalistas, âncoras, blogueiros ... Todos a louvar as fantásticas capacidades da “presidenta” em enfrentar a corrupção custe o que custar.

É incrível como a “gerenta” não tem medo de assumir suas obrigações e usa de sua autoridade moral para garantir a ética e a retidão no uso da coisa pública. Roubou, está fora. Não tem vez para bandido no governo.

Até parece...
***

As primeiras demissões em série que o governo Dilma Rousseff sofreu após as revelações dos esquemas de corrupção na Casa Civil, no Ministério dos Transportes, no Ministério do Turismo e, mais recentemente, na Agricultura, foram o estopim para que o governo – e setores da mídia controlados pelo mesmo – alardeassem uma suposta “faxina” comandada por Dilma.

A realidade, no entanto, é oposta. Foi Dilma quem desde o primeiro momento prestou apoio e solidariedade aos acusados de corrupção na Esplanada.

Seu governo foi quem decidiu empossar como Ministro do Turismo o Deputado Federal Pedro Novais, típico “coronel” que acumula já seis mandatos no Congresso Nacional e que poucos meses antes esteve envolvido em polêmica por usar recursos públicos para custear despesas pessoais em uma viagem. Este episódio não o impediu de ser qualificado a assumir um ministério de governo. Tal prática, aliás, muito “comum” no Governo, repetiu-se no episódio em que Ana de Holanda, Ministra da Cultura, foi denunciada por receber dinheiro público enquanto estava de férias por apenas (!) sessenta e cinco dias. Como se não bastasse, foi o Ministério da Cultura, sob a gestão de Ana de Hollanda quem transferiu recursos oriundos dos impostos pagos pela Oi – empresa amplamente beneficiada pelo regime petista – para uma peça de teatro que tem no elenco a neta do ex-presidente república, Bia Lula, cujo sonho em tornar-se atriz de prestígio é custeado pelo povo brasileiro.

Luiz Sérgio, ex-ministro “tapa buraco” das Relações Institucionais perdeu o cargo para Ideli Salvatti, conhecida por sua voz mansa, mas também por sua convicção no ideal stalinista e notadamente reconhecida por sua concepção petista da democracia, como puderam testemunhar os Senadores da República, quando esta teve a ousadia de sugerir que a oposição deveria parar de fazer oposição. Sua função lá? Negociar a “verba” (ou propina) do Congresso. Luiz Sérgio foi remanejado, virou tapa-buraco como Ministro da Pesca, enquanto Ideli Salvatti já em seu primeiro dia de trabalho não cumpriu sua agenda como previsto.

Antonio Palocci, outro ex-ministro (e membro da cúpula petista), recusou-se a explicar como multiplicou seu patrimônio por vinte e foi demitido, em suas palavras “saiu de cabeça erguida” – com seus vinte milhões de reais, inexplicavelmente faturados nos últimos meses do ano passado, intocáveis. Foi aplaudido de pé em seu discurso de despedida. Dilma estava lá, agradecendo a seu “companheiro” pelos “serviços prestados” ao Brasil.

Após semanas consecutivas de denúncias e irregularidades, no último dia 18 foi a vez de Wagner Rossi, Ministro da Agricultura, pedir demissão... As revelações passam por cobrança de propinas, contratos fraudados com o Ministério da Agricultura e o recebimento de privilégios de empresas ligadas ao agronegócio. Talvez, temeroso que alguma denúncia mais grave venha à tona nos próximos dias, tenha adiantado sua demissão. O Palácio do Planalto divulgou uma nota lamentando a decisão de Rossi. Neste caso, Dilma teria até chorado.

Como se vê, a marionete Dilma Rousseff “escolheu” muito bem sua equipe. Em sete meses de governo aconteceram sete escândalos envolvendo ministérios, que resultaram em cinco trocas ministeriais e em quatro ministros demitidos. Longe de fazer qualquer “faxina” o governo petista sustenta alianças com quem mais se identifica, ou seja, setores notoriamente corruptos, cujo objetivo único é usufruir da máquina pública, sem qualquer compromisso com o público. Além disso, para quem tanto combate a corrupção, pouco se questiona sobre a distribuição de dinheiro público e a assinatura de contratos que envolvem as obras megalomaníacas para a Copa do Mundo de 2014, por exemplo.

O governo de Dilma Rousseff não só não combate a corrupção, como legitima a ação de corruptos e até mesmo a de criminosos condenados pela justiça por assassinato, como o terrorista italiano Cesare Battisti, agora vivendo em liberdade no Brasil. A queda dos ministros de Dilma, ao contrário dos que imaginam ser um “expurgo”, o “pulso firme da presidenta” ou a “faxina”, é o naufrágio de um governo que nunca representou a mudança, mas, apenas a manutenção dos acordos espúrios dos últimos desgovernos de Fernando Henrique Cardoso e de Luís Inácio Lula da Silva – diante de um Planalto fraco e de uma base aliada maior e cada vez mais ávida por cargos e benesses.

Eduardo Ferraz
Secretário de Expansão e Organização da Diretoria Administrativa Nacional


18/08/2011, 22:02:27



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