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Gumercindo Rocha Dórea

Este espaço é dedicado a comentários sobre temas diversos, os quais alguns podem desde já ser apresentados: política nacional, análises sobre nossa organização, textos a respeito da geopolítica global e breves comentários sobre Ciência Política e Teoria do Estado.


Policial assim, nem em Hollywood!

Há poucas semanas, o caso do dançarino DG, morto por policiais em um conflito com bandidos, tomou conta da mídia. Foi grande a comoção com a perda deste promitente garoto que arranjava-se com traficantes. E a morte da Sra. Alda Rafael Castilho? Mulher, negra, morta a tiros. Prato cheio para a imprensa! Bem, talvez fosse caso os tiros partissem da arma de um policial. Por puro caiporismo, neste caso, a policial era ela, e o carrasco, um traficante. Que azar! Nada foi veiculado. Outro dia um amigo me disse que, caso fosse roubado, procuraria o PCC, mas não a policia, pois esta é assassina. Veja que esse comportamento se enquadra na total subversão dos valores que denuncío. Suponhamos que a Polícia Militar seja realmente uma instituição inerentemente assassina e que o total de suas vítimas são pessoas pobres e negras, como denunciam os seguidores da estrela-vermelha. Assim também é o PCC, e suas vítimas são pobres, ricos, pretos e brancos. Logo a diferença não está na qualidade da vítima, mas na identidade do agressor. O problema não é o homicídio em si, não é sequer o valor inestimável da vida que se perde, é tão somente a Polícia!

Do mesmo modo que ignoram a incoerência de seus argumentos, minimizam a importância da possibilidade de consecução do trabalho policial em suas propostas. Dou um exemplo: em 2011, o deputado Major Araújo, do PRB, entregou um projeto que visa o desarmamento total dos policiais militares do Estado de Goiás. “Na Inglaterra os policiais andam desarmados”, justifica o deputado. Eu o pergunto: como um policial desarmado prenderia um assaltante que porta uma metralhadora? Se vira! Esse problema não é de deputados. O policial federal e instrutor de tiro Humberto Wendling, percebendo a incongruência entre a teoria distorcida por discursos mal-intencionados e a prática da vida policial, passou a escrever para seu blog textos que traduzam em números o absurdo que é propalado em palavras pelos pseudo-especialistas.
 
Acredito que desarmar a Polícia é um exemplo ainda esdrúxulo para todos, mas muitos exprimem palpites como o que a Polícia não deve atirar para matar, mas somente neutralizar o suspeito. Ironiza Wendling: é impossível atirar no criminoso “só um pouquinho”. Diriam os civis críticos ao assistirem um jornal televisivo que noticia uma ação policial em que o delinquente tenha sido morto com um tiro no peito: era só atirar na perna ou no braço do sujeito, a Polícia exagerou! Mas será que existe tempo hábil para o policial perceber a ameaça, reagir e neutralizar o agressor antes que ele mesmo seja atingido? Wendling explica:
 
"Um criminoso pode mover a mão e o antebraço através do corpo num ângulo de 90º em 12/100 de segundo (dobrar o braço para apontar uma arma na linha da cintura, por exemplo). Ele ainda pode mover a mão a partir da coxa até a altura do ombro em 18/100 de segundo (levantar o braço para apontar uma arma na linha do ombro). Entretanto, um policial comum com uma pistola Glock, pressionando o gatilho o mais rápido que pode, gasta 31/100 de segundo para disparar um tiro depois de ter percebido uma ameaça. Destes 31/100, 25/100 de segundo são utilizados para perceber a ameaça, processar a informação e enviar um estímulo para o dedo pressionar o gatilho; os outros 6/100 de segundo são gastos para a ação mecânica de pressionar o gatilho. Portanto, não há como o policial reagir, enquadrar o alvo, atirar e acertar de modo confiável o braço ou a mão do criminoso que empunha uma arma no tempo disponível e antes que ele mesmo receba o primeiro tiro."
 
Ora, é evidente que se um sujeito esta realizando um movimento, a parte de seu corpo que menos se desloca no espaço é o tronco. É esta a parte menos dinâmica do corpo, por conseguinte é o alvo mais evidente. Baseado neste princípio funciona o ‘colete a prova de balas’. Ora, se a proposta de atirar no braço fizesse qualquer sentido, o colete viria com mangas. Outro ponto que se deve considerar é a possibilidade de o policial não acertar os disparos. Um estudo da Polícia de Baltimore revelou que o índice de aproveitamento de um policial bem treinado é de 64% em condições favoráveis de luminosidade e posicionamento. Em baixa luminosidade, o índice cai para 45%. Aponta o FBI que 59% dos confrontos ocorrem em condições de baixa luminosidade, já a Polícia de Nova Iorque aponta que 77% dos confrontos ocorres nestas condições. Sob estresse, o índice de aproveitamento dos disparos cai para 23%. Em suma, um policial bem treinado, em uma situação real, mirando o centro de massa do delinquente, necessita de 5 disparos para que 1 acerte o alvo. Como imaginar que este mesmo policial, com sua vida em risco, sob forte estresse e com pouca visibilidade, possa mirar, atirar e acertar o braço ou a perna do criminoso que se descola rapidamente? As probabilidades de sucesso seriam mínimas.O policial do sonho dos comunistas não existe, é manifestamente desconjuntado da realidade. Vida fácil, por outro lado, tem o criminoso, já que seu inimigo é um alvo inteiro, com pernas, braços, peito e cabeça, e melhor: engessado pela Lei.
 
O trabalho policial é difícil e estressante por si só. E torna-se ainda mais oneroso emocionalmente por motivos alheios ao conflito armado. Pode o policial, por exemplo, ser morto por atrasar em meio segundo sua reação, mas pode também ser processado administrativamente por puxar o gatilho meio segundo antes. É importante estar atento às propagandas contrárias às forças de segurança veiculadas pelos intelectuais e pela mídia, pois elas dificilmente correspondem à realidade. São propostas infundadas que se tornam evidentes pela repetição, mas são impossíveis de serem aplicadas. Existe uma máquina de propaganda que trabalha em força total para desestabilizar a instituição. Os brasileiros, indefesos ao bombardeio ideológico, sucumbem à agressão e passam a repetir ipsis litteris tal absurdo, acreditando se tratar de uma verdade óbvia. Essa propaganda, entretanto, não apresenta um ponto sequer de contato com a realidade. Afinal, as comunistas Manoela D’Avilla e Heloísa Helena, quando vitimadas pela “justiça social” dos criminosos, foram à Polícia importando-se menos com as "pobres vítimas da sociedade” do que com seus próprios bens materiais. Essa ladainha é valida quando subtraem o seu bem ou agridem a sua família, não as deles.



Lucas Sequeira Cardeal

Notas:

[1] As informações para a confecção deste artigo foram retiradas do blog do policial federal Humberto Wendling. Conheça mais a respeito do universo policial em: http://comunidadepolicial.blogspot.com.br/
[2] Artigo publicado originalmente em: http://obrasileironp.blogspot.com.br/2014/04/policial-assim-nem-em-hollywood_29.html


05/05/2014, 01:46:07



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