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Já passamos e seguiremos passando!

Tive eu a honra e o privilégio de participar, desde 2011, de diversas edições da Semana de Filologia na USP, assim como do III e do IV Simpósio de Filologia e Cultura Latino-Americana, havendo todos esses eventos sido realizados na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP).

Em todas as ocasiões em que participei dos aludidos eventos, tive a oportunidade de apresentar comunicações que foram bem recebidas pelo distinto público neles presente, tendo sido a última de tais comunicações, proferida na XII Semana de Filologia na USP, a propósito da obra Como nasceram as cidades do Brasil, de Plínio Salgado.

Jamais havendo sido hostilizado durante minhas idas à FFLCH, onde, aliás, cheguei a cursar História por algum tempo, antes de me formar em Direito, e onde, repito, já havia apresentado diversas comunicações, cometi a imprudência de divulgar bastante a notícia de que faria uma comunicação no VI Simpósio de Filologia e Cultura Latino-Americana, não imaginando que minha presença ali para falar a respeito do Município e do Municipalismo pudesse gerar tamanho ódio em bárbaros fanáticos adeptos do credo ideológico marxista, para os quais o Muro de Berlim ainda não ruiu. Aliás, não imaginava que ainda houvesse, na FFLCH, tantos desses bárbaros movidos pela mesma mentalidade nefasta e totalitária que edificou, no século XX, as mais cruéis tiranias da História, responsáveis pelo assassínio brutal de mais de cem milhões de pessoas.

Ao chegar à FFLCH, vi vários cartazes contrários à minha presença e, pouco antes da hora em que julgava que começaria a apresentar a minha comunicação sobre o Município e o Municipalismo, mais de cem delinquentes invadiram a sala em que o Simpósio se realizava, gritando palavras de ordem repletas de ódio e exigindo, sob ameaça, a minha saída daquele recinto. Cônscio de que seria imprudente enfrentar sozinho a malta vermelha e julgando que a minha saída da FFLCH permitiria o prosseguimento das atividades do VI Simpósio de Filologia e Cultura Latino-Americana, saí da sala de cara erguida e peito aberto, sendo seguido pela turba furiosa e insana. Esta lançou contra mim, no trajeto até o ônibus que tomei, sacos de lixo e todos os tipos de insultos e me deu alguns socos e pontapés, enquanto gritava ameaçadoras palavras de ordem de que constavam expressões como “Lugar de fascista é na ponta do fuzil” e “Meu sonho é jogar bola com a cabeça de um fascista”.

Infelizmente, porém, a minha saída da sala em que era realizado o Simpósio não aplacou o ódio e a fúria da turba de fanáticos seguidores do nefando credo de Karl Marx e de outras perversas ideologias afins, que retornaram ainda duas vezes à sala em que o evento ocorria, impedindo a sua realização, ameaçando seus participantes e espancando três rapazes que ali estavam com o intuito de assistir à minha comunicação.

Participaram da pérfida ação que culminou nos tristes eventos relatados, segundo a Polícia Militar, cerca de duzentos militantes “esquerdistas”, muitos dos quais alunos da USP.

Ressalto que, ao contrário do que afirma a malta que me agrediu, não sou fascista, nunca fui fascista e nunca serei fascista, salvo se a definição correta de fascista for aquela da Enciclopédia Soviética, segundo a qual fascista é todo aquele que se opõe à revolução comunista. O mesmo vale para o Integralismo, movimento que se inspira, antes e acima de tudo, nas lições do Evangelho, do Tomismo, da Doutrina Social da Igreja e de grandes pensadores brasileiros como Alberto Torres, Oliveira Vianna, Jackson de Figueiredo, Farias Brito, Euclides da Cunha e Eduardo Prado, e que sempre divergiu, em pontos fundamentais, do fascismo, em particular na concepção de Estado e de Direito, sendo o Integralismo contrário à concepção de Estado Hegeliana e defensor do Direito Natural Clássico.

Do mesmo modo, ressalto que, ainda ao contrário do que afirma o bando de criminosos responsável pelo ato infame de que tratamos, não sou, nunca fui e nunca serei racista e que o mesmo se aplica ao Integralismo, movimento que teve em suas fileiras dezenas de milhares de negros, incluindo o "Almirante Negro" João Cândido, o sociólogo Alberto Guerreiro Ramos,  o líder negro, dramaturgo, ator e escritor Abdias do Nascimento, o ativista negro e escritor Sebastião Rodrigues Alves, o jornalista, escritor, advogado, professor e militante negro Ironides Rodrigues e o escritor, advogado e poeta Dario de Bittencourt, primeiro Chefe Provincial da Ação Integralista Brasileira no Rio de Grande do Sul. Ademais, a Frente Negra Brasileira, maior movimento negro da História Pátria, foi aliada da Ação Integralista Brasileira, tendo seu líder, Arlindo Veiga dos Santos, manifestado apoio ao Integralismo em diversas ocasiões.

Isto posto, eu me pergunto se essa malta obscurantista e agressiva que tentou calar a minha voz julga que os célebres negros integralistas por mim mencionados deveriam ser impedidos de falar na FFLCH por conta de sua posição política. Da mesma forma, me indago se essa canalha que reputa que “fascistas” não devem ter o direito de falar numa faculdade que considera território seu igualmente impediria de ali falar Luís da Câmara Cascudo, Adonias Filho, Ribeiro Couto, Tasso da Silveira, Gerardo Mello Mourão, Herbert Parentes Fortes, Vinícius de Moraes, Goffredo Telles Junior, Miguel Reale, José Lins do Rego, Catulo da Paixão Cearense, Gustavo Barroso, San Tiago Dantas, Alfredo Buzaid, o Conde de Afonso Celso, o próprio Plínio Salgado, Rosalina Coelho Lisboa, Margarida Corbisier e tantos outros homens e mulheres ilustres que um dia pertenceram às fileiras integralistas, formando, no dizer de Gerardo Mello Mourão, o “mais fascinante grupo da Inteligência do País”...

Não sou fascista. Nunca fui fascista. Nunca serei fascista. Ainda que o fosse, não deveria ser em virtude disto impedido de falar na FFLCH ou em qualquer outra faculdade. A propósito, será que Giuseppe Ungaretti, um dos maiores poetas da Itália, da Europa e do Mundo do século XX e de todos os tempos, que colaborou no jornal Il Popolo d’Italia, dirigido por Mussolini, teve a segunda edição de sua obra Il porto sepolto prefaciada pelo Duce e foi um dos signatários do Manifesto dos intelectuais fascistas, seria impedido de falar por essa horda de bárbaros, caso fosse hoje à FFLCH, Instituição em que lecionou Literatura Italiana entre 1937 e 1942?

Antes de encerrar estas linhas, agradeço a todas as milhares de pessoas de todos os quadrantes da Terra de Santa Cruz e mesmo de fora dela que manifestaram apoio a mim e rogo a Deus que o infame ato de que fui vítima seja o último ato deste tipo perpetrado no Brasil e que sirva para unir todos os brasileiros das mais variadas posições políticas na luta sem tréguas contra o fanatismo político-ideológico obscurantista ainda dominante em muitas faculdades do nosso País.

Consciente de que a vitória moral pertence a mim e a todos nós, que queremos a universidade e o Brasil livres da mentalidade que edificou as mais funestas tiranias jamais registradas pela História, e pedindo ao Divino Mestre que as palavras de ordem gritadas contra mim sejam o “canto de cisne”, o “canto de morte” da corja vermelha que há anos infelicita a nossa Pátria, fecho aqui estas já numerosas linhas.

 

Já passamos e seguiremos passando!

Pelo Bem do Brasil!

A Vitória já é nossa!

Por Cristo e pela Nação!

 

Victor Emanuel Vilela Barbuy,

São Paulo, 04 de dezembro de 2017.


05/12/2017, 23:33:28



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