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A Falácia do Desarmamento

Uma pergunta, talvez estúpida – não riam de mim, por favor -, porém básica que deve ser feita para qualquer defensor do desarmamento é a seguinte: são armas que matam pessoas ou pessoas que matam pessoas? É possível culpar os instrumentos da medicina por conta de abortos feitos por médicos? É possível, seguindo este simples raciocínio – que até mesmo uma criança de dez anos é capaz de fazer, admito – culpar o carro por um atropelamento? Para esta resposta, utilizarei um pouco de filosofia nos próximos parágrafos, uma vez que a filosofia, diferente da concepção dos marxistas que a considera como uma ferramenta revolucionaria, torna explícito aquilo que estava implícito e ilumina as trevas da ignorância.

Aristóteles, o Estagirita, definiu em sua metafísica as conhecidas quatro causas, a saber: a causa material, a causa formal, a causa eficiente e a causa final. Peguemos uma pistola Beretta 9 mm, por exemplo, do que ela é feita? Metais, evidentemente, têm-se aí sua causa material: ela é feita de metal. O que ela é? Uma pistola Beretta 9mm, temos aí sua causa formal. Do que foi feita? Pelo quê foi feita? Houve todo um processo de fabricação, digamos que foi feita pelo operário, temos aí sua causa eficiente. Falta uma última e que eu penso que será bastante importante para a discussão sobre o desarmamento, esta última causa é a causa final. Para quê foi feita a pistola? Uma pistola sendo curta e pra uso individual em tese teria o objetivo de servir para a defesa do soldado, na guerra, por exemplo, quando este não puder utilizar seu fuzil. Claro, claro, não se troca tiros a 500 metros de distância utilizando pistola, uma vez que ela não possui esse alcance.

Devemos alargar esta concepção. A arma por si só sem a utilização do homem ela se torna inofensiva. Num país bastante violento, como é o caso do Brasil e não somente no Brasil, vale dizer, qualquer objeto, digo, qualquer objeto, mesmo um inofensivo tijolo serve para causar dano em alguém e cometer um crime. Mas há uma distinção porque a arma de fogo possui maior letalidade, assim argumentam os defensores do desarmamento. Utilizando o terrível caso de assassinato de 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro, os defensores do desarmamento culpam mais e mais as armas. Mas não sabem eles − ou talvez saibam, mas fingem que não sabem − que a arma é mero instrumento na mão de alguém mal intencionado. Alguém com objetivo de causar danos em pessoas pode utilizar de qualquer objeto para poder matar ou ferir alguém. Lembremos do caso no Japão em que um homem esfaqueou 14 pessoas numa estação:

http://www.ipcdigital.com/br/Noticias/Comunidade/Ibaraki/Homem-esfaqueia-14-pessoas-na-estacao-de-Toride_17122010

Lembremos de mais casos no Brasil onde pessoas são mortas a facadas:

http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a1647063.htm

Ainda seguindo este raciocínio, de que armas de fogo por si só são inofensivas, mostrarei exemplo em que pessoas foram mortas a pedradas nos seguintes links. No Distrito Federal:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2010/04/25/interna_cidadesdf,188599/index.shtml;

Mais um caso:

http://www.portal730.com.br/noticias/seguranca/16750-homem-morto-a-pedradas-nesta-madrugada.html

Tendo em vista estes contra-exemplos aos defensores do desarmamento, teremos que chegar à verdadeira causa da violência. O ministro do STF, Luis Fux, dando uma entrevista ao portal G1 afirmara que o povo votou errado ao manter no referendo de 2005 o porte de arma, e que “se esse sujeito (Wellington) não tivesse acesso a arma e carregadores, quando muito ele entraria ali (na escola de Realengo) com uma faca, ia tentar [sic] matar um e todos iam correr para tentar evitar aquela tragédia.” Segue o link da entrevista completa:

http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/04/novo-plebiscito-sobre-armas-e-desnecessario-diz-luiz-fux.html

Evidentemente Luis Fux quer tornar necessário (não pode ser falso, mesmo havendo circunstâncias exteriores que contradigam) e universal (válido em qualquer lugar e para todos os casos) aquilo que é contingente (pode ser, pode não ser), ou seja, acidental. É o primeiro ato dessas proporções do tipo em que se utiliza arma de fogo e, ademais, caso quisesse, e o assassino tivesse sofrido bullyng no pré-escolar (risos) ou num lar de idosos e quisesse se vingar, crianças de 6 anos ou idosos de 70 anos não teriam condições de fugir de facadas. Da mesma forma, caso ele entrasse num quartel de fuzileiros navais portando dois revólveres 38 e tentasse matá-los, estaria claro que morreria rapidamente. Podem parecer absurdos os exemplos que estou escrevendo, mas trata-se de uma estratégia de redução ao absurdo (reductio ad absurdum) a fim de demonstrar o que implica ou até onde pode ir determinado argumento, uma vez que não há regra para loucura ou uma limitação para a violência e o bullyng, podendo existir em tantos outros ambientes.

Sendo assim, retornando ao problema. Qual é a verdadeira causa de mortes na maioria dos assaltos e dos casos de violência e o verdadeiro objetivo de quem quer desarmar a população? A verdadeira causa de mortes, num sentido geral, é o pouco civismo, a pouca educação, a pouca orientação moral, o que significa uma consciência moral e, por conseguinte, a pouca noção de ética; uma vez que tudo isto está ligado ao homem e não à arma. O civismo faz com que eu tenha respeito pelo próximo; a consciência moral faz com que eu refreie meus impulsos evitando agir irracionalmente; a ética faz com que eu saiba o que é certo e o que é errado – matar evidentemente é errado. E quanto ao objetivo dos defensores do desarmamento ainda está um pouco obscuro; mas eu arrisco uma hipótese: desarmar o homem de bem para que este não possa se revoltar, tornando-o assim um “um animal inofensivo”, da mesma forma que nos circos fazem quando cortam os dentes e as garras de leões e de tigres. Imaginem que num Estado onde há um regime ditatorial certo grupo de homens de bem e inocentes que foram subjugados e tornados escravos fossem vigiados dia e noite por uma polícia que servisse a este Estado? O que os impediria de se revoltarem contra este regime terrível e se tornassem confiantes a fim de se livrarem da situação de escravos? Eu respondo confiantemente: As armas! Eles não têm armas! Não podem reagir! É o que separa o leão e o tigre de circo, do leão rei da selva, dominador das florestas e do tigre imponente e insubjugável! Querem nos tornar pacatos para que possam fazer o que quiserem conosco.

Anauê!

Rafael Sandoval
Coordenador da Região Sudeste e Presidente da FIB-DF

 


27/04/2011, 22:37:07



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