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De pé entre as chamas e as ruínas

A nação que não preserva sua História, sua Memória, sua Tradição, é uma nação que perde sua Identidade e se destrói a si mesma. O Hoje que renega o Ontem não terá Amanhã ou, nas palavras de Arlindo Veiga dos Santos, “o Presente que nega o Passado não terá futuro”,[1] assim como "um povo que não respeita o Passado” é, no dizer de Plínio Salgado, um povo que “não tem dignidade no Presente”.[2]

Se aqueles que há decênios (des)governam a nossa Terra de Santa Cruz tivessem consciência daquilo que acabamos de afirmar, jamais teria ocorrido o terrível incêndio que ontem destruiu o Paço da Imperial Quinta de São Cristóvão e o Museu Nacional de Arqueologia e Antropologia nele instalado, no Rio de Janeiro, consternando e cobrindo de luto toda a Nação Brasileira.

Deveriam ser exemplarmente punidos pelo crime de lesa-Pátria todos os responsáveis por esse catastrófico incêndio, em sua maioria, diga-se de passagem, adeptos de perversas ideologias exóticas, anticristãs e antinacionais, e, como tal, inimigos da verdadeira Tradição do nosso Brasil e da Fé trazida a esta Terra pelas naus de Portugal, em cujas velas se estampava a Cruz escarlate da Ordem de Cristo.

Como tivemos ocasião de escrever ontem na página da Frente Integralista Brasileira no Facebook,[3] neste dia 2 de setembro, data que viverá como uma das mais tristes da nossa História, o incêndio há pouco aludido devastou o magnífico Paço da Imperial Quinta de São Cristóvão, antiga residência da família real luso-brasileira e, depois, da família imperial brasileira, bem como o Museu Nacional de Arqueologia e Antropologia,mais antiga instituição científica do País e um dos maiores museus de História Natural e Antropologia das Américas e do Mundo, fundado por El-Rei D. João VI do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1818 e instalado no edifício da antiga residência real e imperial desde 1892.

Cumpre ressaltar, porém, que, há precisamente cento e noventa e seis anos, num outro dia 2 de setembro, esse glorioso, data que viverá nos fastos augustos da Civilização e do Império desta Terra de Santa Cruz, a Princesa D. Leopoldina, futura Imperatriz, como Chefe do Conselho de Estado e Regente do Reino do Brasil, forçada pelas intoleráveis pressões das Cortes de Lisboa, assinou, no Paço da Imperial Quinta de São Cristóvão,  o decreto que separou politicamente o Brasil de Portugal e levou à criação oficial do Império Brasileiro.[4]

Já declinara a tarde e a noite reinava nos céus de São Paulo, quando, ao nos dirigirmos à nossa casa, após à Missa na bela Igreja do Mosteiro de São Bento, recebemos, com tristeza, consternação, revolta e indignação, a lamentável notícia dessa verdadeira tragédia nacional, que atingiu profundamente o coração  do nosso Brasil. E devemos dizer, para nossa vergonha, que mesmo tendo estado por diversas vezes no Rio de Janeiro, nunca visitamos o Paço Imperial e Museu Nacional, havendo visto apenas por fora essa autêntica Joia da Cultura, da História e da Tradição Pátria, em que ocorreram alguns dos mais marcantes e decisivos momentos históricos nacionais.

Não temos dúvida alguma de que, lamentavelmente, na tragédia de ontem, uma parte considerável da nossa História, da nossa Memória e da nossa Tradição se perdeu para sempre e de que um pouco do Brasil Profundo, Autêntico e Verdadeiro se transformou em cinzas.

Como igualmente escrevemos ontem, lamentamos profundamente essa tragédia, que causou uma perda incalculável e irreparável para o patrimônio histórico e cultural do nosso Brasil e de todo o Orbe Terrestre, e conclamamos todos os brasileiros a lutar com todas as suas forças pela preservação do nosso patrimônio histórico e cultural, que constitui parte fundamental da Identidade Nacional.

É, como sublinhamos na triste noite de ontem, dever de todo autêntico patriota pugnar pela defesa integral da História, da Memória e da Tradição deste grande Império do Ontem e do Amanhã.

As imorredouras imagens do grandioso Paço Imperial de São Cristóvão em ruínas e a arder em chamas são e serão sempre para nós um símbolo do nosso Brasil Profundo, Autêntico e Verdadeiro, da nossa Terra de Santa Cruz, que há décadas vem sendo paulatinamente destruída pelos inimigos da Fé e da Brasilidade. Dentre tais imagens, merecem destaque as fotografias em que a estátua do Imperador D. Pedro II aparece como uma sombra em frente ao seu antigo Palácio em ruínas e chamas.

Ao ver essas imagens de D. Pedro II, “em pé, diante das ruínas e das chamas”, como escreveu Newton Schner Junior,[5] tivemos, como este, a esperança de que, diante dessa perda irreparável para o Brasil Profundo, cada brasileiro se volte, dos escombros e das cinzas que nos cercam, para a grandeza e a nobreza da nossa História e da Tradição Nacional.

Vivemos numa Nação e num Mundo em chamas e em ruínas e é nosso dever permanecer de pé entre as chamas e as ruínas ou, como a estátua de D. Pedro II, diante das chamas e das ruínas. Nossa fidelidade a Cristo, ao Brasil Profundo e à sua Tradição deve ser mais forte que o fogo.

Conscientes de que, ao destruir suas tradições, sua História, sua Memória, suas raízes, o Brasil está se destruindo, nós, soldados e sentinelas de Deus e da Pátria, bandeirantes e porta-bandeiras de Cristo e da Nação, buscando inspiração naquilo que os nossos maiores fizeram de grande e de nobre e procurando nos exemplos do Passado Vivo ou, noutras palavras, da Tradição o material com que edificaremos o Futuro, devemos, pois, permanecer de pé entre as chamas e as ruínas, lutando, sem nada querer em troca, pela restauração da grandeza perdida deste vasto Império da Terra de Santa Cruz/Brasil.

 

 Victor Emanuel Vilela Barbuy, Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira,

São Paulo, 03 de setembro de 2018-LXXXV.

  


Notas:

 

[1] Ideias que marcham no silêncio. São Paulo: Pátria-Nova, 1962, p. 76.

 

 

[2] O fogo verde, in A Offensiva, Rio de Janeiro, 16 de junho de 1936.

 

 

[3] Disponível em: https://www.facebook.com/integralismobrasil/photos/a.258568867529441/2018240801562230/?type=3&theater. Acesso em 03/09/2018.

 

 

[4] Em nosso sentir, melhor seria que Portugal e o Brasil tivessem permanecido unidos num vastíssimo Império Intercontinental Lusíada. Contudo, como bem sublinhou Arlindo Veiga dos Santos, rebeldes à Coroa “pretendendo destruir a obra de nossos antigos Reis e do nosso Rei Dom João VI”, nos quiseram “fazer ser a ‘colónia’ que nunca tínhamos sido”, forçando a separação do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (Brasil, Província d’El-Rei, São Paulo, Jornada, 1960, p. 7). Assim, conforme frisou Plínio Salgado, em conferência proferida em Brasília aos 16 de dezembro de 1965, quando da celebração do centenário de nascimento do poeta Olavo Bilac, “circunstâncias da política internacional impediram que se realizasse o grande sonho que nos teria feito a nós, lusíadas, d’aquém e d’além mar, uma grande família e uma grande potência” (Conferência, Brasília, 1965, p. 1. Original arquivado no Arquivo Público e Histórico de Rio Claro).

 

 

[5] Em pé, diante das ruínas e das chamas. Disponível em https://www.facebook.com/AccaleBrasil/photos/a.158539418086637/281923035748274/?type=3&theater. Acesso em 03/09/2018.

 

 

 

 

 


 


04/09/2018, 12:32:47



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