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Nota sobre o ataque-norte americano à base aérea síria de Shayrat

Donald Trump, que se elegeu à Presidência dos EUA prometendo não intervir na guerra civil síria e apontando o fato de que as recentes intervenções norte-americanas no Oriente Médio e no Norte da África só provocaram caos e destruição e beneficiaram amplamente o terrorismo islâmico, atacou, no último dia 6 de abril, a base aérea síria de Shayrat, na Província de Homs. Tal ataque foi motivado pela acusação não comprovada e ainda sequer investigada de que Bashar al-Assad teria recentemente usado armas químicas contra os chamados “rebeldes” “sírios” na cidade de Khan Shaykhun, no sul da Província de Idlib, matando dezenas de civis, acusação esta que foi largamente propalada pela mesma grande imprensa internacional que tantas mentiras tem lançado contra Trump desde o início de sua campanha à Presidência dos EUA.
 
Isto posto, é necessário salientar que não faz, para nós, sentido algum a tese de que Bashar al-Assad, prestes a finalmente vencer a já longa guerra civil contra os denominados “rebeldes”, lançou contra estes armas químicas, num ato que sem sombra de dúvida provocaria violentas reações e retaliações internacionais.
 
Cumpre ressaltar, ainda, que o bombardeio norte-americano à base aérea de Shayrat, comemorado pelos globalistas e terroristas islâmicos de todo o Mundo, servirá largamente aos interesses dos “jihadistas” e, é claro, do lobby sionista, por ele em larga medida responsável, e causará o prolongamento da guerra civil e o aumento do número de suas vítimas, assim como é mister sublinhar que, caso seja derrubado o regime de Assad, a outrora próspera e pacífica nação síria mergulhará ainda mais no mar do caos, da morte e da destruição.
 
Jamais cultivamos a respeito de Donald Trump ilusões como aquelas cultivadas, por exemplo, por um Aleksandr Dugin, que parece ter realmente acreditado que o atual presidente norte-americano romperia totalmente com o globalismo e drenaria, nos EUA, o pântano do liberalismo.[1] Devemos confessar, porém, que, mesmo não nutrindo tais ilusões, nos surpreendemos com o anúncio do bombardeio norte-americano à base aérea de Shayrat, que, aliás, surpreendeu mesmo a esmagadora maioria dos simpatizantes tradicionalistas e nacionalistas de Donald Trump de todo o Mundo.
 
Havendo mencionado o nome de Aleksandr Dugin, reputamos ser oportuno frisar que, ao contrário do que afirmam muitos de nossos inimigos liberais, jamais fomos discípulos de Dugin ou mesmo concordamos com a maior parte das suas principais posições nos campos religioso, filosófico e político. A propósito, seria um absurdo que nós, como verdadeiros cristãos, realistas, tomistas e defensores dos princípios da Doutrina Social da Igreja, da Sociedade Orgânica e do autêntico nacionalismo, concordássemos com as posições dum pensador abertamente gnóstico[2] e que nega a própria existência da realidade, critica duramente toda a Escolástica e defende uma sociedade socialista e coletivista,[3] sendo, ainda, um arauto do imperialismo russo e tendo uma visão bastante condescendente em relação às tiranias comunistas de ontem e de hoje, cujos inúmeros crimes bárbaros chega mesmo a negar.[4]
 
Antes do encerramento destas linhas, faz-se mister enfatizar que o fato de discordarmos da atitude tomada por Trump no último dia 6 de abril não implica na necessidade de discordarmos de todas as posições e medidas do presidente norte-americano ou de revisar nossas posições no sentido de ser ele, em relação a seus adversários do Partido Democrata, um mal muito menor para os EUA e para o Mundo.
 
Assim, encerramos as presentes linhas salientando que condenamos totalmente o criminoso ataque de Trump à Síria, que rogamos a Deus seja o último, e que esperamos que o governo norte-americano cumpra sua promessa de não intervir naquele país do Oriente Próximo para derrubar o regime de Assad, e rogando ao Altíssimo, Criador e Imperador de todo o Universo, que proteja a nação síria, terra de origem de tantos brasileiros da melhor cepa, livrando-a dos males da guerra-civil e do terrorismo.
 
 
Por Cristo e pela Nação!
Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira,
São Paulo, 10 de abril de 2017-LXXXIV.
 
 
 

 


NOTAS:

[1] As opiniões de Dugin sobre Trump, que reputamos, no mínimo, um pouco exageradas e fantasiosas, podem ser encontradas, por exemplo, no artigo Donald Trump: O Pântano e o Fogo (Disponível em: http://legio-victrix.blogspot.com.br/2017/02/aleksandr-dugin-donald-trump-o-pantano.html. Acesso em 10 de abril de 2017).
[2] Cumpre sublinhar que Aleksandr Dugin assume abertamente sua condição de gnóstico no texto O gnóstico (Disponível em: http://legio-victrix.blogspot.com.br/2012/03/o-gnostico.html. Acesso em 10 de abril de 2017).
[3] Todas estas posições foram defendidas por Dugin no debate que travou com Olavo de Carvalho em 2011 e publicado na forma de livro no ano seguinte (Os EUA e a Nova Ordem Mundial, Campinas, Vide Editorial, 2012).
[4] A negação por Dugin dos inúmeros crimes perpetrados pelas tiranias comunistas se encontra nas páginas do aludido debate entre este e Olavo de Carvalho. 

10/04/2017, 21:49:26



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