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Apelo ao povo brasileiro

Brasileiros! Patrícios de todos os quadrantes deste vasto Império! Neste importante momento da História Pátria, é vosso dever sair às ruas e mostrar a vossa oposição ao desgoverno corrupto, demagógico e contrário ao Bem Comum que há anos infelicita esta Grande Nação do Passado e do Porvir. Erguei bem alto a augusta Bandeira Verde-Amarela e, por Deus, pela Pátria, pela Família e pelas tradições e instituições nacionais enxovalhadas pela oligarquia corrupta que ora desgoverna a nossa Terra de Santa Cruz, levantai a vossa voz contra tal oligarquia, que não pode e não deve permanecer no Poder. Combatei o atual desgoverno, cuja ilegitimidade é manifesta, despertando as forças indômitas que vivem, adormecidas e ignoradas, no vosso peito, e mostrando toda a vossa bravura, toda a vossa tenacidade, todo o vosso valor.

O atual desgoverno, o mais impopular da nossa História, deve cair por terra, para desespero dos corruptos e dos ideólogos “esquerdistas” que o apoiam e que dele dependem, mas é mister que tenhais consciência de que o governo que o suceder, seja ele qual for, estará longe de corresponder ao governo de que esta Nação verdadeiramente necessita. Este governo, que criará o autêntico Estado Ético Orgânico Integral Cristão e fará ruir o muro que separa o Brasil Legal do Brasil Real, somente virá depois de uma profunda Revolução Espiritual de todo o povo brasileiro, no sentido de destruição do homem corrompido da Modernidade e de restauração, ou reedificação, do Homem Autêntico, do Homem Integral, que é também o Homem Novo de que nos falou o Apóstolo São Paulo e que não se confunde com o falso “homem novo” dos totalitarismos do século 20.

Essa Revolução, a que também podemos denominar Revolução Interior e que se constitui, em última análise, no retorno do Ente Humano ao seu ponto de partida, isto é, a Deus, e sem a qual a Nacionalidade não poderá volver às bases morais de seu nascimento e formação, essa Revolução é um dos pilares centrais da Doutrina, essencialmente cristã e brasileira, do Integralismo. Baseada, antes de tudo, nas lições perenes dos Santos Evangelhos, na Doutrina Social da Igreja, nos ensinamentos de Aristóteles e Santo Tomás de Aquino, na experiência política brasileira e no pensamento pátrio, tal Doutrina se constitui, inegavelmente, na base sobre a qual se assentará o edifício do Brasil Maior.

Assim, vos conclamamos a vos levantar conosco, como uma grande força cristã e nacionalista, não apenas contra o atual desgoverno, mas contra todo o sistema corrompido que há muitos decênios infelicita a nossa Nação e que é fruto do liberalismo materialista, apátrida, amoral e utópico, essencialmente contrário à Tradição Brasileira.

Dizemos que esta força que necessitamos constituir deve ser cristã porque, como fez ver Plínio Salgado, nada edificaremos em nossa Pátria se não colocarmos a autêntica Doutrina Cristã “como pedra fundamental e alicerce do nosso nacionalismo”.[1] Daí fazermos nossas as seguintes palavras deste magno doutrinador e líder cristão, tradicionalista, patriota e nacionalista patrício:

É preciso que a Cruz de Cristo, que iluminou o primeiro dia de nossa História e que nos continua iluminando, seja nossa permanente inspiração. Que Nosso Senhor Jesus Cristo seja nosso Guia, nossa Luz, nosso Caminho, nossa Vida.[2]

Do mesmo modo, dizemos que esta força que temos o mister de formar deve ser nacionalista em virtude de ser o nacionalismo cristão necessário para nos defendermos contra a onda de cruel materialismo que ameaça o Mundo, sendo, ainda, um necessário meio de defesa e garantia dos direitos das pessoas e dos Grupos Sociais Naturais, como bem observou o mesmo Plínio Salgado. “Equilibrado e profundo, justo e lúcido”, este nacionalismo refletirá, no dizer do autor de Mensagem às pedras do deserto, “a personalidade de uma Pátria”.[3]

Encerremos estas linhas. Que o nobre povo brasileiro, retomando o curso da sua caminhada histórica, nos acompanhe na luta não apenas contra o atual desgoverno, mas contra todo o sistema que permitiu que este subisse ao Poder, assim como no esforço com que alçamos a Bandeira da Redenção Nacional. Que juntos ergamos, como nos conclamou Plínio Salgado, o facho de fogo da nossa Fé e do nosso Ideal, por Cristo Rei e pela Nação, e “com ele iluminemos os horizontes da Pátria e da História”. E, ainda como nos conclamou o Cavaleiro Bandeirante do Brasil Profundo, sustentemos a Bandeira Nacional e proclamemos que o nosso Brasil não morrerá, que o nosso Brasil sobreviverá e resplandecerá no Futuro, para a glória daqueles que lhe deram os alicerces morais sobre cuja estrutura se assentará o Grande Império que um dia será a nossa Terra de Santa Cruz.[4]


Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira.
São Paulo, 12 de agosto de 2015-LXXII.



Notas:
[1] Palestras com o povo (irradiações do programa das terças-feiras na Rádio Globo, em 1957 e 1958), Rio de Janeiro, Livraria Clássica Brasileira, 1959, p. 20.
[2] Idem, loc. cit.
[3] Mensagem às pedras do deserto, 3ª edição, in Obras Completas, 2ª edição, volume 15, São Paulo, Editora das Américas, 1959, pp. 340-341.
[4] Palestras com o povo (irradiações do programa das terças-feiras na Rádio Globo, em 1957 e 1958), Rio de Janeiro, Livraria Clássica Brasileira, 1959, p. 21.

 


15/08/2015, 11:14:17



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