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Não, eu não sou Charlie!

Non, je ne suis pas Charlie! Não, eu não sou Charlie! E abomino totalmente as charges e os textos de tal pasquim, que não tem zombado apenas do Islã, mas também e duramente da própria Fé Cristã, assim como zombou de crianças palestinas mortas num bombardeio israelense. Faço minhas, pois, as palavras de Jean-Marie Le Pen, fundador, ex-líder e Presidente de Honra da Frente Nacional (Front National), que, tendo afirmado que não é Charlie, salientou que este hebdomadário tem um “espírito anarco-trotskista” integralmente “dissolvente da moralidade política” [1].

Ressaltando que lamento pelo ocorrido no jornal satírico Charlie Hebdo e que rejeito o terrorismo e enfatizando, do mesmo modo, que, como bom cristão, rezo pelas almas dos blasfemos chargistas assassinados e por aquelas de seus assassinos agora também mortos, saliento, ainda, que, por suas posições políticas e ideológicas e por seus ataques blasfemos à Religião, o Charlie Hebdo representa parte da AntiFrança nascida do “Iluminismo” que nada iluminou e da Revolução (Anti)Francesa e que, segundo espero, um dia será derrotada pela França Profunda, Autêntica e Verdadeira. Esta França Profunda é, dentre outros, a França de dois grandes heróis por nome Charles, ou Carlos, a saber, Charles Martel, que salvou a França e a maior parte da Europa do domínio muçulmano na Batalha de Poitiers, no ano 732 da Era Cristã, e seu neto, o Imperador Charlemagne, ou Carlos Magno, que, aliás, no norte da Península Hispânica, também deu forte combate aos sarracenos, e, é, ainda, a França de Charles Maurras, cujas ideias políticas devem ser tomadas em consideração por todo aquele que deseje empreender a reconstrução da verdadeira França [2].  
 
Capa do jornal satírico Charlie Hebdo por ocasião da visita do Papa Francisco ao Brasil, publicada em julho de 2013.
 
 
É dos Charles mencionados e não de Charlie Hebdo que a França necessita, e, uma vez que é Charles Martel o grande símbolo da heroica resistência francesa contra o invasor muçulmano, faço meu, nestes tempos em que a França é novamente invadida por hordas maometanas, o grito “Je suis Charles Martel!”
 
Com relação à liberdade de expressão pela imprensa, faz-se mister sublinhar que é ela plenamente legítima e salutar, desde que limitada, temperada, regrada, subordinada à verdade e ao bem, não podendo ser confundida com o “direito de calúnia, de mentira e de venalidade”, como escreveu Plínio Salgado, no Código de Ética Jornalística, de 1936 [3], e muito menos com o “direito de blasfêmia”, cumprindo ressaltar que tais direitos não existem. Em outras palavras, a liberdade de expressão pela imprensa é legítima e salutar caso entendida como liberdade de propagar a verdade e o bem, mas absolutamente ilegítima caso compreendida como liberdade de proclamar o que se quiser, seja verdade ou mentira, bem ou mal. Neste sentido, com efeito, assim se expressou o Papa Leão XIII na Encíclica Libertas Praestantissimum, também conhecida como Libertas e dada em Roma a 20 de junho de 1888:
 
Digamos agora algumas palavras a respeito da liberdade de exprimir pela palavra ou pela imprensa tudo o que se quiser. Se essa liberdade não for justamente temperada, se ultrapassar os devidos limites e medidas, desnecessário é dizer que tal liberdade não é seguramente um direito. O direito é uma faculdade moral, e, como dissemos e como não se pode deixar de repetir, seria absurdo crer que essa faculdade cabe naturalmente, e sem distinção nem discernimento, à verdade e à mentira, ao bem e ao mal. A verdade e o bem há o direito de os propagar no Estado com liberdade prudente, a fim de que possam aproveitar ao maior número; mas as doutrinas mentirosas, que são para o espíirito a peste mais fatal, assim como os vícios que corrompem o coração e os costumes, é justo que a autoridade pública empregue toda a sua solicitude para os reprimir, a fim de impedir que o mal alastre para ruína da sociedade. Os extravios do espírito licensioso que, para a multidão ignorante, se convertem facilmente em verdadeira opressão, devem justamente ser punidos pela autoridade das leis, não menos que os atentados da violência cometidos contra os fracos. E essa repercussão é tanto mais necessária, quanto é impossível ou dificílimo à parte, sem dúvida, mais numerosa da população precaver-se contra os artifícios de estilo e sutilezas de dialética, principalmente quando tudo isso lisonjeia as paixões. Concedei a todos a liberdade de falar e escrever, e nada haverá que continue a ser sagrado e inviolável; nada será poupado, nem mesmo as verdades primárias, esses grandes princípios naturais que se devem considerar como um patrimônio comum a toda a humanidade. Assim, a verdade é, pouco a pouco, invadida pelas trevas e, o que muitas vezes sucede, estabelece-se com facilidade a dominação dos erros mais perniciosos e mais diversos. Tudo o que a licença então ganha, perde a liberdade; pois ver-se-á sempre a liberdade crescer e consolidar-se à medida que a licença seja mais refreada [4].
 
Assim, a liberdade de expressão plena, ilimitada do liberalismo, defendida por Charlie Hebdo e seus apoiadores, não é verdadeira liberdade, mas, antes, libertinagem, licenciosidade, ou, em outros termos, corrupção da liberdade. E cumpre sublinhar, ademais, que, apesar de se proclamar defensor da plena liberdade de expressão, o jornal em questão chegou a defender o fechamento da Frente Nacional e fez várias campanhas de delação visando calar a voz de inimigos ideológicos, como bem observou, recentemente, Alain de Benoist, em entrevista a Nicolas Gauthier [5], demonstrando, pois, ter dois pesos e duas medidas e ser seu discurso em prol da plena liberdade de expressão uma grande falácia, como o é, aliás, todo o discurso liberal e “esquerdista”.
 
Já tendo estas breves considerações se estendido além do que inicialmente pretendia, as fecho aqui, ressaltando, uma vez mais, que eu não sou Charlie e que eu sou Charles Martel. E que este inspire o nobre povo francês em seu combate não apenas contra o terrorismo e a silenciosa invasão islâmica, mas contra todos os inimigos da França Profunda, Autêntica e Verdadeira, entre os quais se encontram o jornal blasfemo Charlie Hebdo e todos os demais expoentes do pensamento liberal e “esquerdista”.


Victor Emanuel Vilela Barbuy
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira


Notas:
[1] LE POINT, Jean-Marie Le Pen: “Moi, je suis désolé, je ne suis pas Charlie”. Disponível em: http://www.lepoint.fr/politique/jean-marie-le-pen-moi-je-suis-desole-je-ne-suis-pas-charlie-10-01-2015-1895397_20.php. Acesso em 15 de janeiro de 2015.
 
[2] Sobre o pensamento político de Charles Maurras: Rubén CALDERÓN Bouchet, Maurras y la Acción Francesa frente a la IIIª República, Buenos Aires, Ediciones Nueva Hispanidad, 2000.
[3] Código de Ética Jornalística. Disponível em: http://www.integralismo.org.br/?cont=894&ox=17. Acesso em 17 de janeiro de 2015.
[4] Libertas, in Documentos de Leão XIII, Tradução de Honório Dalbosco e Lourenço Costa, São Paulo, Paulus, 2005, pp. 329-330.

17/01/2015, 15:14:20



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