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Relembrando uma conversa com Plínio de Arruda Sampaio

Faleceu, no último dia 08 de julho, nesta Capital, o Dr. Plínio de Arruda Sampaio, em quem, a despeito das profundas divergências religiosas, filosóficas e políticas que nos separam, reconhecemos um homem de sincera Fé e de igualmente sincero amor à Pátria e ao Povo brasileiro, além de um intelectual que sempre nos pareceu dos mais honestos e corajosos que a chamada “esquerda” já produziu neste País. Tal honestidade e tal coragem foram, aliás, demonstradas na entrevista que concedeu, há alguns anos, ao hoje extinto blogue “Bombordo”, ao assim falar a respeito de Plínio Salgado:

“Ele era um escritor fantástico. Eu tinha divergências políticas e teóricas com ele, mas o respeitava muito. O mais incrível é a força desse nome: Plínio Salgado morreu há mais de trinta anos e ainda confundem meu nome com o dele.”

Alguns anos depois de havermos lido a aludida entrevista, que infelizmente se perdeu com a extinção do blogue “Bombordo”, tivemos a oportunidade de conversar, por cerca de meia hora, com o Dr. Plínio de Arruda Sampaio, no auditório da Faculdade Santa Marcelina, nesta cidade de São Paulo. Tal conversa se deu em agosto do ano de 2010, logo após o término do debate promovido pelas redes de televisão Canção Nova e Aparecida, de que participaram três dos quatro candidatos à Presidência da República mais bem colocados nas pesquisas eleitorais, a saber, José Serra, Marina Silva e ele, Plínio de Arruda Sampaio, não havendo a candidata Dilma Rousseff comparecido, segundo este último, por medo de certas perguntas que lhe seriam feitas.

Durante a conversa que tivemos com o Dr. Plínio de Arruda Sampaio, e da qual tomaram parte outros companheiros nossos, falamos principalmente sobre Plínio Salgado e o Integralismo.

Ao tratar de Plínio Salgado, Plínio de Arruda Sampaio uma vez mais ressaltou o profundo respeito que tinha por ele, a despeito das divergências políticas e “teóricas” que os separavam, e novamente sublinhou o quão inacreditável é a força do nome de Plínio Salgado, com quem já diversas vezes fora confundido. Do mesmo modo, afirmou mais uma vez que considerava Plínio Salgado um “escritor fantástico”, dizendo que concordava com Rachel de Queiroz no sentido de que O estrangeiro se constitui no primeiro romance, em importância, do modernismo literário brasileiro, maior, segundo ele, que os romances de Oswald de Andrade não apenas literariamente como também pela sua preocupação social. Eram, porém, os livros religiosos de Plínio Salgado a parte da obra deste escritor e pensador patrício mais apreciada por Arruda Sampaio, estando a Vida de Jesus, Primeiro, Cristo! e A imagem daquela noite, segundo suas palavras, entre seus livros de cabeceira.

Outra obra de Plínio Salgado à qual Plínio de Arruda Sampaio não poupou elogios foi Espírito da burguesia. Aliás, salientou ele que grande parte de seu respeito por Plínio Salgado e pelo Integralismo decorria do fato de serem estes antiburgueses e, como tais, antiliberais. Bem me lembro que, antes mesmo de falar sobre tal obra, proferiu ele a seguinte frase: “Eu respeito muito os integralistas, pois eles não são burgueses."

Plínio de Arruda Sampaio ressaltou, ainda, na referida conversa, como pontos positivos do pensamento pliniano e integralista, o nacionalismo, a defesa do conceito de Função Social da Propriedade e o combate ao racismo, e evocou o fato de que grandes brasileiros pertenceram às fileiras da Ação Integralista Brasileira (AIB), incluindo seu amigo Goffredo Telles Junior, que, como salientou, foi, até o fim de seus dias, um profundo admirador de Plínio Salgado e de sua obra, como fica claro, aliás, em seu livro de memórias, intitulado A folha dobrada.

Não foi, contudo, apenas a respeito de Plínio Salgado e do Integralismo que nos falou o Dr. Plínio de Arruda Sampaio. Falou-nos ele, com efeito, também sobre o comunismo, o marxismo e o socialismo, afirmando que jamais fora comunista ou marxista e que infelizmente seu partido, o PSOL, quase só tinha marxistas, que, a exemplo de seu mestre, Karl Marx, eram ateus e materialistas. E, por fim, expôs sua posição a respeito da questão do aborto, deixando claro que divergia da Igreja e de nós em tal questão tanto quanto divergia da Igreja e de nós na questão do socialismo, sendo, pois, um defensor da legalização de tal crime, ainda que moralmente o condenasse.

Já nos havendo estendido além do que inicialmente pretendíamos, encerramos aqui o presente texto, manifestando nossos votos de que a alma do Dr. Plínio de Arruda Sampaio receba o perdão do Pai Celeste por seus erros, podendo, um dia, contemplar, no Paraíso, a Divina Face, assim como externando nossos votos de que os intelectuais da “esquerda”, assim como os liberais e mesmo alguns tradicionalistas, sigam, no futuro, o exemplo deste homem em matéria de honestidade intelectual e de coragem mental.

Por Cristo e pela Nação!


Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira.
São Paulo, 19 de julho de 2014-LXXXI.


25/07/2014, 10:27:50



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