Precisamos de sua ajuda para manter nossas atividades.
Atualmente, além das inúmeras despesas fixas, são também centenas de metas, projetos e desafios a conquistar que dependem de sua colaboração direta. Escolha abaixo como pode nos ajudar:

Ação voluntária

Atue junto aos núcleos, participe de cursos, panfletagens, manifestações e divulgue a doutrina para outras pessoas.
Ação voluntária
OU

Contribuição financeira

Ajude a manter nossos projetos. Para colaborações financeiras, escolha aqui a opção mais adequada a você: boleto ou depósito.
Colabore



Resposta ao jornal O Estado de S. Paulo

Com a publicação do artigo Verde-galinhismo,no último domingo, dia 04 de agosto de 2013, no suplemento do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, o Sr. Sérgio Augusto assinou uma declaração do mais absoluto analfabetismo histórico e político. Nas linhas que se seguem, apontaremos alguns equívocos do autor a respeito do Integralismo, da FIB (Frente Integralista Brasileira) e da História Pátria, assim como a incoerência de suas posições políticas.

Em primeiro lugar, o Integralismo sempre pregou, sim, um Estado forte e centralizado (centralizado politicamente, mas não administrativamente), inspirado nas lições do Evangelho, nas tradições cristãs brasileiras e na Doutrina Social da Igreja, autoritário apenas se dermos a tal palavra, como o fez Oliveira Vianna, o sentido de afirmação da Autoridade, pressuposto da Ordem, da Legalidade e da Liberdade, assim como anticomunista, antiliberal e visceralmente, profundamente nacionalista. Contrário ao xenofobismo, tal nacionalismo, definido por Plínio Salgado como “equilibrado e profundo, justo e lúcido”, corresponde ao “justo nacionalismo”, que, na frase do Papa Pio XI, “a reta ordem da caridade cristã não somente não desaprova, mas com regras próprias santifica e vivifica”. Quanto à saudação integralista, não é ela uma cópia da saudação fascista, sendo de inspiração indígena e nela o braço ficando levantado para o alto, na posição vertical, e não inclinado como na saudação romana adotada pelo fascismo italiano. Do mesmo modo, é um absurdo insinuar que seja uma cópia da suástica nacional-socialista ou do fascio o símbolo integralista, a letra grega Sigma maiúscula, escolhida por Leibniz para indicar a soma dos infinitamente pequenos, além de ter sido o símbolo pelo qual os primeiros cristãos gregos indicavam Deus e que servia entre eles de sinal de reconhecimento. Ademais, é igualmente absurdo julgar uma doutrina política por seus símbolos, suas exterioridades. Caso o fizéssemos, teríamos que concluir, por exemplo, que era nacional-socialista a Frente de Ferro social-democrata alemã, ativa entre 1931 e 1933, e que, tendo o nacional-socialismo como seu principal inimigo, adotou exterioridades próximas às daquele movimento.
 
A FIB não é a “vanguarda do atraso”, mas sim a vanguarda da Tradição, entendida, segundo as expressões de António Sardinha, como “continuidade no desenvolvimento”, “permanência na renovação”, ou, segundo Vázquez de Mella, como o “progresso hereditário”, sendo, com efeito, a base de todo progresso estável e verdadeiro. Isto porque, como salienta Arlindo Veiga dos Santos, “o Presente que nega o Passado não terá Futuro”, ou, como sustenta o Cardeal Bergoglio, agora Papa Francisco (I), “nada pode ser construído sobre a destruição indiscriminada do anterior”, de sorte que “não podemos criar algo novo na história se não for a partir dos materiais que a mesma história nos proporciona”. Do mesmo modo, a FIB é revolucionária e tão revolucionária quanto tradicionalista, partindo não da acepção moderna e antitradicional do termo “revolução”, mas sim daquela tradicional, correspondente àquela astronômica, segundo a qual a Revolução vem a ser um retorno ao ponto de partida, uma volta às origens, uma restauração. Esta Revolução restauradora da Tradição, a que podemos denominar Revolução Orgânica, ou Revolução Construtiva, em oposição à revolução utópica e destrutiva do liberalismo e do comunismo, é a Revolução daqueles que levam em conta a realidade concreta, a História e a Tradição e, assim, não semeiam no oceano, como os utópicos revolucionários liberais e comunistas, mas sim na terra fértil.
 
Isto posto, cumpre ressaltar que muitos dos membros da FIB não são monarquistas, reunindo esta organização, com efeito, assim como a antiga AIB (Ação Integralista Brasileira), tanto monárquicos quanto republicanos. E igualmente vale frisar que os membros da FIB não são “neointegralistas”, mas sim integralistas e que o nosso “verde-amarelismo”, entendido como aquele nacionalismo justo, equilibrado, lúcido e profundo de que há pouco falamos, é tão válido hoje quanto na década de 1930. Aliás, quem afirma que esse “verde-amarelismo” “soava arcaico quando a tinta do Manifesto da Anta ainda não havia secado” demonstra desconhecer o contexto histórico dos anos 30, quando o discurso fortemente nacionalista não era apenas o discurso de movimentos cívico-políticos como o Integralismo, o Patrianovismo e A Bandeira ou dos elementos ligados ao governo Vargas, mas também o dos próprios liberais, a exemplo de Armando de Salles Oliveira.
 
Cumpre frisar, ademais, que o Sr. Sérgio Augusto, em seu ódio irracional pelo Integralismo, chegou mesmo a nos comparar a criminosos que “agridem e matam homossexuais”, praticando, assim, o crime de injúria.
 
Ao passo que chama os integralistas de autoritários por estes se levantarem contra a falida democracia liberal, o Sr. Sérgio Augusto tem em seu histórico a defesa de governantes extremamente "democráticos", como Barack Obama, cujo programa de espionagem tem violado a soberania dos povos e os direitos de milhões de pessoas.
 
Faz-se mister sublinhar, ainda, que na Democracia Orgânica postulada pelo Integralismo desde o seu surgimento, em 1932, não são apenas  os sindicatos, mas também as corporações profissionais e demais corporações econômicas, assim como as corporações culturais, administrativas, religiosas e filantrópicas, dentre outras, que devem representar a Sociedade. Insta salientar, ademais, que o modelo de corporativismo integralista não é apenas fundamentalmente distinto daquele estatizante do fascismo italiano como também da demagógica república sindicalista que João Goulart foi acusado de pretender implantar no Brasil e que muitos de seus partidários abertamente defenderam nos conturbados dias de seu governo.
 
Não podemos deixar de destacar a profunda contradição em que incorre o Sr. Sérgio Augusto ao defender o Estado liberal-democrático e condenar o Integralismo por combatê-lo ao mesmo tempo em que se opõe àquilo a que considera uma “satanização” do marxismo, também contrário ao Estado liberal-democrático. Tal contradição pode ser, contudo, apenas exterior, uma vez que o referido articulista pode levar em conta que o individualismo exacerbado do liberalismo é um caminho que desemboca no coletivismo comunista.
 
Não nos é possível, da mesma forma, deixar de registrar outra incoerência do Sr. Sérgio Augusto, qual seja a de considerar ultrapassados os princípios básicos do Integralismo por terem sido estabelecidos há oito décadas, enquanto parece considerar atuais os princípios do liberalismo, que remontam aos séculos XVIII e XIX, e do comunismo, representativos do século XIX. Há que ressaltar, ademais, que os princípios basilares do Integralismo são os mesmo do Cristianismo, sendo, assim, atemporais.
 
Por derradeiro, eu, Victor Emanuel Vilela Barbuy, que em hipótese alguma mereço a honra de ser chamado “Plínio.02”, não me preocupo com os poucos comunistas que participaram das últimas manifestações, das quais foram expulsos sempre que portaram suas bandeiras vermelhas, mas sim com a deletéria influência de que dispõe o credo comunista no Brasil e sei que alguns indivíduos de fato vaiar-me-iam se, em alguma de tais manifestações, falasse expressamente em Integralismo, o que se daria pelo fato de muitos infelizmente ainda o conhecerem apenas pelas mentiras que sobre ele disseram seus adversários, sobretudo os comunistas. Quando, porém, afirmamos nossas ideias e nossos princípios em tais manifestações, sem nos apresentarmos, é certo, como integralistas, ninguém nos vaiou, muito pelo contrário, do mesmo modo que jamais fomos vaiados nos diversos eventos cívicos de que temos participado nos últimos anos, sempre portando símbolos integralistas e distribuindo panfletos integralistas muito bem recebidos por todos.


Victor Emanuel Vilela Barbuy
,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira.
São Paulo, 07de agosto de 2013 - LXXX.

08/08/2013, 14:24:46



Resposta ao jornal O Estado de S. Paulo | - Integralismo | Frente Integralista Brasileira ..