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A problemática da Filosofia no Brasil

Não é de hoje que constatamos graves problemas na educação do Brasil, sobretudo nas áreas que dizem respeito às ciências da natureza e a matemática. Contudo, não são estes os assuntos deste artigo; este artigo tem como objetivo discutir sobre outro ramo do saber humano tão descuidado e, de certo modo, demasiado fraco na realidade atual do nosso país. Este ramo é a filosofia.

Não é surpresa a constatação de que o Brasil não produz tantos bons filósofos como outrora produziu, sobretudo na década de 30. A Academia Brasileira é dominada – e aqui também não é surpresa – pelo paradigma marxista, pensadores ditos marxistas. Com essa premissa podemos chegar à conclusão de que o que interessa para nossos “pensadores” não é a busca pela verdade, mesmo que seja problemático falarmos em uma “verdade absoluta”.

Não obstante, o paradigma marxista não prevê novos fatos nem explica os fatos como estes se apresentam (se é que alguma vez conseguiu explicar ou prever algum). Todas as explicações dos fatos se fazem de forma ad hoc, ou pior, às vezes se há uma distorção dos fatos para que estes se adéqüem ao “discurso de opressor e oprimido”, ou seja, cortam-se arestas dos fatos para que o marxismo continue com a razão, explicando, assim os fatos sob sua ótica falha.

Com efeito, por exemplo, os Bandeirantes tornam-se homens maus, a mulher torna-se oprimida dentro de uma família devidamente constituída por um homem e uma mulher; o homem branco torna-se sempre opressor e o negro e o índio tornam-se naturalmente oprimidos: criam assim um antagonismo forçado dentro da sociedade brasileira.

O marxismo é um fator de atraso intelectual; se guiar pelo paradigma marxista é alienar-se. Desta forma, guiar-se pelo paradigma marxista é ignorar quase por completo o mundo objetivo e a dinâmica do mesmo. O filósofo da ciência Imre Lakatos escreveu que quando um conjunto metodológico (entende-se aqui teoria) já não mais responde aos fatos ele começa a criar hipóteses ad hoc para assim responder a estes novos fatos. Igualmente ocorre com o marxismo, e observo sob o ponto de vista estritamente filosófico, excetuando o ideológico.

Quando não há mais a corroboração de nenhum fato novo previsto ou quando todas as explicações dos fatos se dão de forma ad hoc, há de o sistema metodológico ser substituído, pois, do contrário, torna-se um grandioso fator de atraso intelectual. Mas, como no Brasil o interesse é outro; é propriamente ideológico, o interesse dos tais filósofos é doutrinar toda uma juventude que está cada vez mais inculta, acreditando nesse tipo de “teoria” como verdade imutável, pois pouco importa a verdadeira reflexão.

Poucos filósofos no Brasil se interessam por adentrarem os portões da morada da mais alta abstração; igualmente, são poucos os pensadores brasileiros que se preocupam ou se preocuparam com os problemas da nação. Os brasileiros precisam saber quem são para assim cindirem o ethos imediato e transportarem suas reflexões para a essência do ser ou mesmo para os entes. Assim, o marxismo é um fator de atraso intelectual no Brasil. Somente com uma síntese nacional - que o marxismo tanto impede com sua ideologia materialista e internacionalista, baseada em uma dialética de classes - poderemos de fato analisar e pensar a verdadeira realidade brasileira.



Por Rafael Sandoval


16/09/2009, 20:07:14



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