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Monumento à mediocridade da politicagem carioca

A cidade do Rio de Janeiro, despediu-se, semana retrasada (30/08), da passarela do obelisco no bairro de Ipanema. Os moradores de vários bairros da Zona Sul carioca estiveram presentes para assistir a demolição do monumento. Finalmente, cidadãos que lutaram por cerca de 13 anos com o objetivo de ver cair um dos símbolos da administração anterior, puderam comemorar por volta das sete horas da manhã, quando foi iniciada a demolição.

A passarela, criada pelo arquiteto e urbanista brasileiro Paulo Case, foi construída durante o primeiro mandato do governo do ex-prefeito Cesar Maia. A obra era parte do projeto “Rio Cidade” e foi orçada em absurdos R$ 100.000,00. A determinação em construir esta passarela, assim como outras construções faraônicas, como a Cidade da Musica, por exemplo, não incluiu consulta aos residentes do bairro e nem sequer foram levados em consideração os diversos protestos e polêmicas gerados antes mesmo de sua construção.

A suposta passarela nunca foi utilizada, pois seu projeto e construção apresentavam falhas. Foi construída muito próxima aos edifícios, ameaçando assim a privacidade dos moradores, alem de ser uma rota para invasões e assaltos. Outro problema estaria em sua estrutura, pois a passarela era muito estreita, impedindo que fosse utilizada em mão dupla. Estes fatos são uma demonstração da falta de perícia do engenheiro que construiu o projeto e do administrador público que autorizou sua construção.

Segundo o jornal fluminense “O Dia”, uma pesquisa realizada pela associação de moradores local procurou descobrir a opinião da população de Ipanema sobre o monumento, o resultado foi incrível: 80% dos entrevistados disseram aprovar a demolição. Ao contrário de outros monumentos, a passarela causava impacto negativo no tráfego, no comércio e no humor da região.

Durante a demolição, que teve o auxilio de máquinas ao invés de explosivos, a associação de moradores montou uma pequena barraca onde os cariocas que transitavam pelo local podiam comprar pedaços dos destroços do monumento, levando de volta um pouco do seu dinheiro empregado pelo então Prefeito Cesar Maia na obra.

Agora, três semanas após a demolição, ficaram outros problemas: Segundo a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana), o concreto retirado foi algo em torno de dezessete toneladas, tendo mobilizado oito caminhões da companhia para sua retirada. O custo total: R$ 20.000,00 (um quinto do custo da obra toda) apenas para demolir a passarela. A demolição tumultuou o trânsito, além de ter mobilizado cem funcionários da prefeitura que poderiam estar atuando em outras áreas. O maior dos problemas para os residentes no bairro é a infeliz permanência do Obelisco e da estrela de borracha no chão (ao redor do obelisco), que faz os carros derraparem durante as chuvas, colocando a vida dos motoristas que trafegam pela região em risco.

 

Por Jorge Figueira


09/09/2009, 17:04:52



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