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Último exilado do regime militar chega ao Brasil

Por mais que se saiba que hoje estão no poder aqueles que empreenderam luta armada contra o regime militar e tenhamos a “consciência” de que eles não são criminosos comuns, como traficantes, por exemplo, minha consciência e meu coração, palpitantes de amor à Nação brasileira não conseguem se calar diante das notícias de ontem. A indignação, como sempre, vence a tolerância com o estado atual das coisas.

No dia 21 de julho de 2009 foi vastamente veiculada na imprensa a notícia do retorno de um exilado político que após 40 anos vivendo fora do Brasil, retorna ao solo da pátria mãe. Antônio Geraldo Costa, o chamado Neguinho, foi dirigente da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais na ocasião do regime de exceção desencadeado pela revolução de 1964, participou da luta armada contra o regime e fugiu do País em 1970, quando se estabeleceu na Suécia.

Não cabe aqui questionar os méritos de sua causa política à época, pois, em que pese entender como legítimos os motivos que levaram ao desenrolar do regime militar, creio que eu teria também participado do processo de redemocratização do país depois que as ameaças institucionais tivessem sido neutralizadas e teria ainda como um espiritualista defensor da vida e da dignidade humana, exigido punição por atos de tortura que por ventura viessem a ser cometido, por parte dos militares, como tanto se fala.

Mas, ao contrário dos que colocam os fins acima dos meios, ao contrário daqueles para quem o certo e o errado são conceitos relativos, ao contrário daqueles para quem o exercício político dever ser necessariamente atrelado ao exercício da retidão e da moral, a eu tenho muito cristalinos em minha formação, em meu caráter e em meu coração os conceitos do que é certo e do que é errado.

Antônio Geraldo Costa foi legalmente anistiado e, portanto, não deve mais nada para a justiça brasileira hoje. Foi militante do Movimento de Ação Revolucionária (MAR) e viveu como fugitivo da justiça durante seis anos no Brasil. Neste período envolveu-se em assaltos a bancos com a intenção de arrecadar fundos para a manutenção da luta armada clandestina contra o regime militar, ações que colocavam a nação em constante estado de guerra civil. Em 1969 ajudou na fuga de presos da Penitenciária Lemos de Brito, no Rio.

A crítica mais importante a se fazer nesse momento é ao fato de o retorno deste sujeito ser festejado como herói nacional. O povo brasileiro tem que ter a coragem como povo amante da paz e da democracia de, apesar de reconhecer a legitimidade de algumas causas, se posicionar também no sentido de não reconhecer como legitimas as ações criminosas empreendidas por estes “heróis fabricados”, ainda que supostamente em nome de uma causa.

É inadmissível que um cidadão que, mesmo sob o manto de uma bandeira política, roubou bancos e ajudou na fuga de presos de penitenciárias seja aclamado como herói. A mensagem que se passa para as gerações que assistem a este episódio é clara: tudo vale a pena se a sua causa é legitima. Crimes, mentiras, clandestinidade, tudo isso vale em nome de uma bandeira política seguindo a lógica esquerdista.

A população brasileira, como uma Nação Democrática, deve refletir e amadurecer para fazer com que as pessoas saibam que a lógica maquiavélica está errada, pois, os fins não justificam os meios e que estas pessoas que optaram pelos crimes e pela clandestinidade, como via política, estão tão erradas quanto aqueles que optaram pela censura ao invés do debate enquanto estavam no governo.

Ao que consta, após um longo período de exílio, o ex-guerrilheiro teria amadurecido e trinta anos depois retorna ao Brasil com a intenção de filiar-se a um partido político e atuar na mesquinha política brasileira de forma legitima e não clandestina, ao contrário do que fez durante o regime militar quando preferiu a luta armada.


Por Leonardo Matos
Artigo publicado originalmente no blog Sigma Integralista.


22/07/2009, 13:40:06



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