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As injustiças cometidas contra os grandes integralistas

No dia 27 de Junho faleceu Goffredo da Silva Telles Júnior, advogado, jurista e professor brasileiro, mas, antes de tudo um grande Integralista. De forma "surpreendente" nenhuma fonte da imprensa e nem mesmo a biografia de Goffredo em sua página pessoal fez referências a sua importante militância nas fileiras da AIB. Neste dia 3, alguns membros da Frente Integralista Brasileira estiveram presentes a missa de sétimo dia de Goffredo, celebrada no Salão Nobre da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Goffredo, integralista autêntico permaneceu até o fim como membro da Casa de Plínio Salgado.

Nos últimos anos perdemos outros importantes integralistas, como Miguel Reale e Gerardo Mello Mourão. Hoje podemos observar que os maiores homens deste país foram integralistas, mas sua militância é sempre esquecida ou colocada em segundo plano. Miguel tornou-se um grande alicerce do direito no país, respeitado no mundo todo, Gerardo, injustiçado pela imprensa, mas reconhecido pelo mundo. Plínio Salgado também, estudado por faculdade estrangeiras, Câmara Cascudo e tantos e tantos outros, sem contar os negros que militaram no integralismo, os maiores negros da história do Brasil.

Já é prática recorrente entre autores de livros de história e literatura, escravos do mais torpe preconceito ideológico, manipularem e distorcer criminosamente as obras dos integralistas. O mais claro exemplo é Plínio Salgado e sua notória importância política para o país que tantas vezes foi reconhecida por expressivas figuras, como Juscelino Kubitschek, é reduzida na história, por péssimos livros didáticos, à condição de propagador dos ideais de Hitler e Mussolini no Brasil, mera marionete de ditadores europeus que o próprio Salgado por tantas vezes condenou.

O seu magnífico legado literário, é solertemente ocultado, em específico, para não nos desviarmos do assunto falamos sobre sua obra, “O Estrangeiro” de 1926, do período Modernista. Nas palavras de Mário de Andrade: "Plínio Salgado é o maior escritor e ‘O Estrangeiro’ a maior obra de meu tempo"; no fervoroso elogio de Monteiro Lobato: "Homens como Plínio Salgado deveriam ser mais bem aproveitados pelo Brasil". Plínio Salgado foi reconhecido também pelo grande crítico literário Tristão de Athayde e pelo emérito jurista Miguel Reale como um dos maiores escritores do país.

No entanto, grande parte dos livros sobre literatura nem sequer cita as obras de Salgado e o seu nome é sempre tratado como o fundador do “radical” Grupo da Anta, fato atribuído a sua “ligação histórica com o nazi-fascismo”. O Contraditório é que cada vez mais faculdades estrangeiras passam a dissecar e admirar sua obra. Enquanto a nossa débil literatura institucional enaltece Jorge Armado e todos os escritores que idolatraram sanguinários ditadores como Stálin! Em detrimento ao verdadeiro mérito, aquele que independe das idéias políticas. Ah! Mas quem disse que política e literatura são duas coisas completamente diversas?

Contraditórias também são as concepções históricas sobre o integralismo, acusam os camisas-verdes de defender idéias nazistas, quando em suas fileiras estavam presentes os mais esclarecidos negros da história do Brasil e inúmeros judeus. Ora, pessoas que não tinham consciência de si mesmas? Na entrevista a seguir Gerardo Mello Mourão, um dos maiores poetas da língua portuguesa, reconhecido por Drummond de Andrade como o maior poeta brasileiro, responde com a clareza que falta a este autor, uma pergunta relacionada ao integralismo.

Sua ligação com o integralismo, no passado, impediu o senhor de galgar um espaço maior na literatura?
“Marinetti que, por sinal, era senador do Partido Fascista, como Pirandello e D'Annunzio e tantos outros, advertia que os poetas dignos deste nome não procuram "galgar espaços na literatura". "Só os cretinos fosforescentes lutam para aparecer". Eu não sou cretino fosforescente e não quero galgar espaços, muito menos nesta coisa menor que é a literatura institucional em nosso pobre país e em outros países. O integralismo foi uma fecunda experiência cultural e uma aventura moral e espiritual dos melhores brasileiros de minha geração. Mesmo sem esforços para isto, os integralistas que o quiseram, galgaram todos os espaços de que você fala. Quatro deles chegaram à Presidência da República nas duas últimas décadas, sem falar em outros postos altamente representativos da vida nacional. As Universidades, as Academias Científicas, os Ministérios, os postos diplomáticos, as Academias de Letras, inclusive a do Machado de Assis, honraram-se com incontável número de integralistas, sem falar nas dezenas de generais, almirantes, brigadeiros das Forças Armadas, nos comandos das maiores empresas industriais e bancárias do país, tanto no setor público como no setor privado. Haver pertencido ao integralismo é um título que me tem proporcionado os melhores momentos de minha vida social, profissional, política, cultural, cordial e afetuosa. Este título me tem ajudado muito e tem constituído motivo de respeito e divulgação de minha obra de escritor.”

Diante dos argumentos de tão ilustre integralista, deve-se concluir que apesar de toda a perseguição, já provada estúpida, o Integralismo permanece como o maior movimento genuinamente brasileiro e latino americano, e que todo brasileiro deveria transbordar de felicidade ao saber da importância e do legado deste movimento. Por lei de causa e efeito, este forjado deslustre tratado neste artigo, ainda haverá de recair sobre os ombros dos caluniadores.

 

Por Valmir Soares Jr.
Coordenador da FIB no Estado do Espírito Santo e colaborador de Nova Offensiva.


04/07/2009, 19:14:05



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