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Rio de Janeiro: Colapso dos transportes públicos!

Os cerca de 500 mil fluminenses que utilizam o trem como meio de transporte estão passando grande sufoco nos últimos dias por conta da greve, por tempo indeterminado, dos ferroviários. Desde o início da greve os passageiros sofrem com a espera para pegar um trem, que pode chegar a até duas horas, além disso, alguns ramais encontram-se desativados.

A Polícia Militar determinou aos batalhões que dêem atenção especial às estações de trem em suas áreas de atuação. Desde segunda, início da greve dos ferroviários, tumultos e agressões foram registrados em várias estações. Ontem a Rede Globo divulgou uma imagem de agentes da SuperVia, concessionária que administra os trens, agredindo os passageiros com socos e até mesmo com o uso de chicotes.

A greve dos ferroviários atingiu não só quem utiliza os trens, mas todos os outros modais de transporte. Os acessos ao centro da cidade estão congestionados além dos horários de pico, o metrô, que já é superlotado, enfrenta situação crítica, pois parte dos usuários do trem passaram a usar o serviço como alternativa. Há relatos de que o transporte alternativo da Zona Oeste da capital esteja cobrando até R$ 10,00 por uma viagem que normalmente custa cerca de R$ 3,00.

Em greve há três dias, os ferroviários informaram, na noite de ontem (15), que vão manter a paralisação no Rio de Janeiro por tempo indeterminado. Os maquinistas reivindicam a melhoria na segurança e denunciam a falta de condições de trabalho. A SuperVia considera a greve abusiva e entrou na Justiça. O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) obrigou a categoria a manter 60% dos maquinistas no horário de pico, mas a medida não foi cumprida e o sindicato deve pagar multa de R$ 50 mil por dia.

A série de greves teve início no final de março, quando rodoviários de seis municípios da Região Metropolitana (RM) pararam de circular. Uma semana depois rodoviários de outros sete municípios da RM entraram em greve por tempo indeterminado. Apenas em Duque de Caxias e Niterói houve acordo com os grevistas, quando aproximadamente um milhão de pessoas ficou sem transporte.

Ontem, dia 15, os rodoviários dos municípios onde não houve acordo e mais sete municípios da Região Sul-Fluminense ameaçaram parar as atividades e deixar pelo menos cinco milhões de pessoas sem nenhuma alternativa de transporte. A ameaça da greve pode levar a um caos nunca visto ao sistema de transporte da RM, já afetada pela greve dos trens.

A professora Nara Arêas, que aguardava o trem na Central do Brasil estava decepcionada: -“Meu dinheiro está contado e preferi pegar o trem, estou esperando a mais de 40 minutos e não vou chegar a tempo para a aula”, lamentou. Muitos outros segmentos, como o comércio e a indústria estão sendo prejudicados com as sucessivas paralisações, e principalmente os trabalhadores, que de nada tem culpa e muitas vezes acabam perdendo o emprego. Mais uma vez, a principal prejudicada é a população que depende dos serviços públicos.


Por Eduardo Ferraz


16/04/2009, 12:24:25



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