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Hugo Chávez: O desprezível imperador da República.

Populismo, má gestão econômica e a concentração do poder político nas próprias mãos expõem a obsessão do presidente venezuelano em perpetuar-se no cargo. Se o “SIM” for o vencedor do referendo deste domingo (15) na Venezuela, Hugo Chávez terá a legitimação tanto buscada para radicalizar sua gestão.

Em 2 de fevereiro de 1999, impulsionado pelo desejo popular de mudança, Hugo Chávez Frías chegava à presidência da Venezuela com 56% dos votos. Amparado em uma plataforma que prometia refundar o país respeitando os trâmites democráticos. Em sua gestão beneficiada pelo boom do preço do petróleo, Chávez aumentou seu poder por meio de sucessivos plebiscitos e ganhou popularidade ao investir em programas sociais assistencialistas.

Dez anos depois, Chávez busca desesperadamente maneiras de continuar reinando absoluto no Palácio de Miraflores − o que reforça a tese de que jamais haverá chavismo sem Chávez. Sua próxima cartada é o referendo deste dia 15, no qual os venezuelanos irão decidir se ele pode se "candidatar" a reeleições ilimitadas. Se perder, Chávez garante que deixa o poder e a política em 2013. Se ganhar, jura que se aposenta em 2021. Pouca gente acredita nele.

A Venezuela de hoje é bem diferente do país que Chávez recebeu há uma década. O preço do barril do petróleo chegou a aumentar dez vezes no período. Mesmo assim, o governo não investiu em infra-estrutura, sufocou a iniciativa privada, inchou a máquina estatal (o número de funcionários públicos dobrou sob o chavismo).

Para tentar ganhar projeção internacional, Chávez torrou bilhões de petrodólares em ajuda a países como Cuba, Bolívia e Nicarágua. O resultado: faltam bens básicos nas prateleiras dos supermercados, a inflação anual beira os 30% e a indústria nacional vive sob o temor da nacionalização e da perseguição fiscal. Em dez anos o país perdeu metade de suas indústrias.

Nos anos seguintes, Chávez aproveitou-se da divisão da oposição − que boicotou as eleições parlamentares de 2005 − para dar o golpe final. Uma lei aprovada na Assembléia Nacional, sob seu controle, ampliou o número de juízes da Suprema Corte. Assim, em pouco tempo, Chávez passou a controlar, além do Legislativo, o Judiciário. Essa concentração de poder e o aumento de cargos políticos na burocracia estatal aumentaram a corrupção, atualmente a Venezuela é um dos quinze países mais corruptos do mundo − na América Latina só perde para o Haiti.

A segurança pública é outro pesadelo. Os dados do próprio governo mostram que o número de assassinatos no país dobrou na era Chávez, atingindo uma média de 48 homicídios para cada 100 mil habitantes. Em Caracas, a violência é ainda maior: são 130 homicídios por 100 mil habitantes − no Rio de Janeiro, para efeito de comparação, a taxa é de 37 homicídios por 100 mil habitantes. Esse já é o legado da chamada “revolução bolivariana”, termo usado por Hugo Chávez para definir o projeto que tem para o país – e para a América Latina.

Sua “milícia bolivariana”, que segundo fontes é formada por centenas de milhares de homens e mulheres, tem até escritórios dentro das “universidades bolivarianas”, instituições de ensino superior criadas por Chávez para formar a futura elite de seu "socialismo do século XXI". No mesmo sentido aniquilou o cérebro das Forças Armadas quando, com a reforma constitucional, obteve o direito de decidir pessoalmente a promoção de todos os militares.

Nos últimos anos a luta para manter-se no poder já não era mais tão fácil e, depois de perder o referendo constitucional de 2007, Chávez radicalizou ainda mais seu discurso. Enquanto tenta convencer à população sobre a importância da reeleição ilimitada em favor da “revolução bolivariana” e do “socialismo do século XXI”, Chávez oculta o fato de que a personificação de sua alma na burocracia venezuelana faz a Venezuela marchar rumo ao Comunismo devastador do Século XX, e quem sabe ao absolutismo que a Venezuela ainda não experimentou.

Uma pesquisa divulgada recentemente mostrou que Chávez teria uma vitória apertada no referendo deste dia 15 – o "SIM" tem 51,5% das intenções de voto, enquanto o "NÃO" tem 48,1%. Se isso se confirmar, a tomada total de poder de Chávez será implacável, Chávez usará a máquina pública para destruir seus opositores, silenciar vozes e, enfim, esmagar a liberdade que a oposição tanto discursa. Aos opositores restará apenas uma opção: o levante contra o então desprezível imperador da república. O cenário de guerra civil está preparado.

Por Nova Offensiva


14/02/2009, 10:38:47



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